Chez France, desde 2012 trazendo a França para o Brasil.

A preguiça está tomando conta do universo, quer dizer, do universo não sei, mas de mim, com certeza. 


Adriana, Philippe e eu.


Fui numa degustação no mês de setembro, na Sbav-SP, que marquei justamente para comemorar o meu aniversário, ai pensei, esta vale a pena parar para escrever, no mesmo segundo me vi pensando: será que se eu colocar todas as frases soltas do que eu quero dizer no Chat GPT ele me da um texto pronto e bem escrito? 


Parei pra pensar e entendi que provavelmente sim, mas ao mesmo tempo descobri que não quero saber o resultado que teria, afinal tudo dando certo eu correria o risco de parar de escrever e atrofiar meu cérebro.



Brincadeiras a parte, vamos falar da degustação, que foi com a Chez France.


Eu conheci a Chez France em 2012, através do francês Guillaume Turbat, que era porta voz da empresa na época. Isso tudo foi no início da minha vida de blogueira, o blog ainda se chamava Sete di Vino, era em parceria... nossa, faz uma vida. 


De 2012 para cá a minha relação com a Chez France também mudou, conheci o Philippe Ormancey, e me tornei amiga e cliente da empresa. 


Eu, Philippe e Eduardo

A importadora começou com cerca de 80 rótulos, todos pensando em custo qualidade, com foco em mostrar para o Brasil que a França tinha sim muita coisa de qualidade com preço acessível. 

Hoje já são mais de 250 rótulos, todos selecionados com o garimpo magnífico Philippe, que agora conta com a ajuda do Eduardo Cavalcanti para selecionar os rótulos que trazem não só da França, mas de outros países do mundo. 

Eu confio de olhos fechados na seleção deles. 



Agora vamos falar dos vinhos da degustação. Aliás não foi uma degustação foi uma masterclass, rica em conteúdo e sabores. Vem comigo neste tour por 8 regiões francesas. 



O primeiro vinho foi o espumante do Languedoc. 90% Mauzac e 10% Chardonnay. O Calmel e Joseph Blanquette de Limoux Brut  possui uma boa acidez e notas Florais. 

O Languedoc possue cerca de 22000 vinícolas e representa 5% da produção global de vinhos. 


O segundo vinho foi um Riesling da Alsace, sem duvida o meu preferido da noite. O Domaine Jean Marie Haag Riesling Les Encrines 2022 estava fresco e com notas minerais delicadas. 

A produção da Alsace é 90% de vinho branco, representando 30% dos brancos da França, sendo que 75% do seu vinho é consumido internamente, ou seja, se os franceses que nascem com a cultura do vinho gostam é porque é bom mesmo. 


O terceiro vinho foi um rosé de Provance. O Domaine de Saint Ser Cuvée Tradition Rosé 2023 é um blend de Cinsault, Grenache e Syrah. Um vinho com cor de casca de cebola, notas de morango e uma acidez delicada. 

A Provence fica entre os Alpes e o Mediterrâneo e produz os grandes vinhos rosés do mundo. Aqui cabe um comentário, achei o máximo saber que 30% do vinho consumido na França é Rosé.

No quarto vinho iniciamos nossa jornada no mundo dos tintos e não tinha como começar melhor do que com um Pinot Noir de Bourgogne, né!?


O Maison Jaffelin Pinot Noir Tinto 2024  está equilibrado e com uma boa acidez. Taninos macios e frutas vermelhas no nariz. 

A Bourgogne, bom a Bourgogne na minha opinião é a região mais complicada da França, então vou só citar alguns dados. 50% dos vinhos são para exportação e 60% da produção é de vinho branco.


O quinto vinho foi um Cabernet Franc do Loire. O Maison Alain de la Treille Chinon 2023 estava bem gostoso. Destaque para um  toque e ervas e pimenta. 

A região do Loire, é a maior região francesa produtora de vinhos brancos, sendo a 2ª maior na produção de espumante. Lá pode-se cultivar 24 variedades de uvas. 


O sexto vinho foi o Famille Jaume Vinéa Natura 2023 um vinho da região do Côte du Rhône. O corte de Grenache e Syrah estava maravilhoso, com destaque para notas de frutas negras e cacau no nariz e taninos aveludados e boa acidez, no paladar. 

Côte du Rhône é a 2º maior região vinícola da França, com um dos vinhedos mais antigos do país. 


O sétimo vinho foi o Château La Loubière 2016 um corte de Merlot, Malbec Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon super equilibrado. Já aparece notas elegantes da idade, como, por exemplo, frutas secas. 

O vinho é de Bordeaux, uma região que inspira enólogos de todo mundo, por ai da pra entender a importância da região. Lá está o maior vinhedo de vinhos AOC da França. 


E para terminar um tinto de Roussillon. O Dom Brial Héritage 2020 é um assemblage de Syrah, Grenache e Mouvèdre, com passagem moderada por barrica. 

No nariz fruta madura, notas de chocolate e na boca um tanino marcado, mas super macio. 

Roussillon possui 24 variedades de uvas, mas o destaque é sem dúvida a Grenache, além do fato  de ela ser historicamente integrada com o languedoc. 


Por fim queria dizer que o painel foi fantástico e mais uma vez o Philippe deu show. 


Obrigada pelo "Tour de France" que fizemos através dessas 8 taças de vinhos. 

Santé!

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