Eu sempre ouvia falar no "Selo 7 Sommeliers", mas não conhecia a dinâmica que eles atuavam.
Pois bem, o "Selo 7s" possui degustadores, especialistas em vinhos, fixos, que fazem parte do time. Mas eles também chamam pessoas para participar das degustações como convidados e desta vez eu fui uma das escolhidas.
Para quem não conhece o "selo 7 sommeliers" foi idealizado pela Daniela Romano e abraçado por profissionais super competentes do mundo do vinho com o intuito de ajudar o consumidor a escolher seus vinhos na hora da compra.
O "Selo7s" não é para vinhos baratos, ou para vinhos caros. Na verdade o selo é justamente para identificar os vinhos que realmente valem o que custam, tornando-se assim um investimento para quem gosta de ter um bom vinho em sua taça.
A degustação é às cegas e com muita seriedade, depois do trabalho cumprido há um momento para descontração e relacionamento que a Daniela prepara com muito capricho.
Achei muito bacana ter sido uma dos "7". Agradeço e parabenizo todos os componentes do "Selo 7 sommeliers", pela iniciativa e dedicação.
Santé!
Vinhos, fotos e bons momentos. Vinhos baratos, vinhos supermercado, vinhos custo x beneficio, vinho para comemorações, vinhos para presente e vinho para felicidade.
Garzón Pinot Noir Rosé
Apesar do verão ainda estar um tanto longe, o calor já chegou em São Paulo. Não sei vocês, mas eu já estou sofrendo com isso. Não entendo porque chove tanto no Sul do país e não cai nem uma gota aqui na capital paulista.
Bom, o jeito é aproveitar o que o calor tem de bom e para acompanhar este clima quente. E para isso nada melhor que uma boa garrafas de vinho rosé. Isso porque a maioria deles é leve e fresco, além de ter uma cor que combina com a alegria das férias de verão.
Esta semana provei o Garzon Pinot Noir rosé. Gosto muito dos vinhos desta vinícola uruguaia e sempre que vou para lá trago umas umas garrafinhas. Está era a que restou da bagagem da minha última viagem ao país vizinho. Mas este vinho também é importado pela World Wine e vendido em vários estabelecimentos no Brasil.
O vinho tem aromas de frutas vermelhas, com um leve adocicado natural. Na boca se mostra fresco, equilibrado e leve. Um vinho descompromissado para uma tarde qualquer de calor.
Adoro, transforma o dia em algo mais agradável.
Santé!
Bom, o jeito é aproveitar o que o calor tem de bom e para acompanhar este clima quente. E para isso nada melhor que uma boa garrafas de vinho rosé. Isso porque a maioria deles é leve e fresco, além de ter uma cor que combina com a alegria das férias de verão.
Esta semana provei o Garzon Pinot Noir rosé. Gosto muito dos vinhos desta vinícola uruguaia e sempre que vou para lá trago umas umas garrafinhas. Está era a que restou da bagagem da minha última viagem ao país vizinho. Mas este vinho também é importado pela World Wine e vendido em vários estabelecimentos no Brasil.
O vinho tem aromas de frutas vermelhas, com um leve adocicado natural. Na boca se mostra fresco, equilibrado e leve. Um vinho descompromissado para uma tarde qualquer de calor.
Adoro, transforma o dia em algo mais agradável.
Santé!
Conhecendo Susana Balbo e seus vinhos.
Todo mundo vive dizendo que as mulheres estão conquistando seus direitos e mais espaço no mercado de trabalho. Eu já passei momentos nos quais o fato de ser mulher fez toda a diferença, no mal sentido, impedindo-me de crescer. Mas agora superado este problema, cá estou eu, super feliz profissionalmente, mas com um hobbie/trabalho em um meio extremamente machista, o mundo do vinho.
Apesar dessa realidade, há mulheres nas quais eu gosto de me inspirar neste universo de tantas taças. Uma delas é a minha amiga Maria Amélia Flores, que se jogou em seu projeto e hoje está fazendo o maior sucesso com a Vinho & Arte, em Porto Alegre. Outras são as minhas amigas blogueiras, Ale Esteves e Evelyn Fligeri, que sempre me dão força e me incentivam a continuar.
Há um tempo fui chamada para um jantar da importadora Cantu, que foi um espetáculo, estava contando os dias para escrever sobre o assunto, mas aproveitei o tema feminino para postar no "Outubro Rosa" e fazer um link com a importância da mulher investir em si mesma, principalmente em sua saúde.
Enfim, neste jantar além de conhecer a Susana Balbo, que fez história para nós mulheres, pude experimentar seus vinhos, que são sensacionais. Alguns com um custo benefício bem legal e outros que são mais, como costumo dizer, para momentos especiais, que merecem um investimento maior.
Dos vinhos que degustei separei 3 para dar detalhes.
O Crios Rosé Malbec possui aromas de framboesa, morango com notas florais bem interessantes. Mas seu destaque é para a cereja que aparece tanto na cor, quanto no aroma e, principalmente na boca. O vinho é fresco e adocicado, fácil de beber num dia quente na piscina.
O Brioso Susana Balbo é um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Cabernet Franc e Petit Verdot. Depois de 14 meses em barricas de carvalho seu aroma apresenta bastante fruta madura, mas já com toque de baunilha. Para os que costumam chamar os vinhos leves de "vinhos femininos" esta é uma oportunidade de quebrar paradigmas. Experimentando este, encontraram um vinho intenso e extremamente elegante, que qualquer mulher que tenha o mínimo de conhecimento de vinhos vai adorar.
E o Nosotros Dominio del Plata, 100% Malbec, mostra bem o que a Argentina pode nos oferecer de melhor ao falarmos em sua uva ícone. O vinho tem aromas de frutas vermelhas, flores, especiarias e, por seus 18 meses em madeira, um toque de baunilha e chocolate. Na boca é equilíbrio puro. Um vinho intenso e sofisticado, como as mulheres citadas acima, e seu final é daqueles que transforma um gole em dois.
Foi uma experiência incrível, agradeço a Cantu por me proporcionar um momento tão rico em informação e garra para seguir neste universo masculino, mas com muitas mulheres capazes e competentes.
Santé!
P.S)O alto exame é necessário desde cedo, mas a partir dos 50 a mamografia se torna indispensável, leia mais sobre o Outubro Rosa e procure seu médico.
Apesar dessa realidade, há mulheres nas quais eu gosto de me inspirar neste universo de tantas taças. Uma delas é a minha amiga Maria Amélia Flores, que se jogou em seu projeto e hoje está fazendo o maior sucesso com a Vinho & Arte, em Porto Alegre. Outras são as minhas amigas blogueiras, Ale Esteves e Evelyn Fligeri, que sempre me dão força e me incentivam a continuar.
Há um tempo fui chamada para um jantar da importadora Cantu, que foi um espetáculo, estava contando os dias para escrever sobre o assunto, mas aproveitei o tema feminino para postar no "Outubro Rosa" e fazer um link com a importância da mulher investir em si mesma, principalmente em sua saúde.
Enfim, neste jantar além de conhecer a Susana Balbo, que fez história para nós mulheres, pude experimentar seus vinhos, que são sensacionais. Alguns com um custo benefício bem legal e outros que são mais, como costumo dizer, para momentos especiais, que merecem um investimento maior.
Dos vinhos que degustei separei 3 para dar detalhes.
O Crios Rosé Malbec possui aromas de framboesa, morango com notas florais bem interessantes. Mas seu destaque é para a cereja que aparece tanto na cor, quanto no aroma e, principalmente na boca. O vinho é fresco e adocicado, fácil de beber num dia quente na piscina.
O Brioso Susana Balbo é um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Cabernet Franc e Petit Verdot. Depois de 14 meses em barricas de carvalho seu aroma apresenta bastante fruta madura, mas já com toque de baunilha. Para os que costumam chamar os vinhos leves de "vinhos femininos" esta é uma oportunidade de quebrar paradigmas. Experimentando este, encontraram um vinho intenso e extremamente elegante, que qualquer mulher que tenha o mínimo de conhecimento de vinhos vai adorar.
E o Nosotros Dominio del Plata, 100% Malbec, mostra bem o que a Argentina pode nos oferecer de melhor ao falarmos em sua uva ícone. O vinho tem aromas de frutas vermelhas, flores, especiarias e, por seus 18 meses em madeira, um toque de baunilha e chocolate. Na boca é equilíbrio puro. Um vinho intenso e sofisticado, como as mulheres citadas acima, e seu final é daqueles que transforma um gole em dois.
Foi uma experiência incrível, agradeço a Cantu por me proporcionar um momento tão rico em informação e garra para seguir neste universo masculino, mas com muitas mulheres capazes e competentes.
Santé!
P.S)O alto exame é necessário desde cedo, mas a partir dos 50 a mamografia se torna indispensável, leia mais sobre o Outubro Rosa e procure seu médico.
Vinho de supermercado nº 7
Hoje é a segunda quarta-feira do mês e antes de começar a escrever preciso me desculpar por não ter escrito semana passada está coluna de "vinhos de supermercado". A explicação que tenho é bem simples: esqueci. Desculpem-me.
O vinho deste mês é um vinho bem tranquilo, melhor que os clássicos "reservados", que vivo falando mal, mas com o mesmo preço.
O Los Haroldos Temprenillo apresenta aromas de frutas vermelhas, puxando para as frutas maduras. Na boca ele se mostra fácil de beber e equilibrado. O vinho melhora na taça e por isso a dica é abrir uns minutos antes de começar a tomar. Ele custa R$ 28,99, eu comprei no hortifruti aqui perto de casa.
Resumindo é um vinho bom para quem quer fugir dos que citei lá em cima.
Ah! Só mais uma coisa, prometo que já vou olhar no calendário e me preparar caso haja mais alguma quarta-feira que caia no dia primeiro do mês.
Sante!
O vinho deste mês é um vinho bem tranquilo, melhor que os clássicos "reservados", que vivo falando mal, mas com o mesmo preço.
O Los Haroldos Temprenillo apresenta aromas de frutas vermelhas, puxando para as frutas maduras. Na boca ele se mostra fácil de beber e equilibrado. O vinho melhora na taça e por isso a dica é abrir uns minutos antes de começar a tomar. Ele custa R$ 28,99, eu comprei no hortifruti aqui perto de casa.
Resumindo é um vinho bom para quem quer fugir dos que citei lá em cima.
Ah! Só mais uma coisa, prometo que já vou olhar no calendário e me preparar caso haja mais alguma quarta-feira que caia no dia primeiro do mês.
Sante!
Annual Wines os Chile Awards
Com certeza se perguntarmos a um brasileiro qual o primeiro país que lhe vem à mente quando falamos em vinho, o Chile será um dos mais votados, se não for o mais votado.
Isso porque o Brasil é o 5º país que mais importa vinho chileno, perdendo apenas para os Estados Unidos, Inglaterra, Japão e China.
Temos uma vasta oferta de vinhos comerciais e, por isso, grande parte dos consumidores acabam preferindo os vinhos de lá.
Por tudo isso a Wines of Chile (WOC) decidiu realizar o 12º Annual Wines of Chile Awards (AWOCA) no Brasil, sendo esta a primeira edição fora do Chile.
Segundo Claudio Cilveti - Managing director da WOC - temos grande importância para o Chile, afinal eles têm cerca da metade do mercado de vinho dos nossos consumidores.
O AWOCA é uma degustação às cegas que elegerá o melhor vinho de cada categoria e acaba senvindo como um selo que ajuda o consumidor a encontrar rótulos de qualidade.
Cerca de 100 vinícolas participarão do concurso, concorrendo nas 15 categorias: Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Carmenere, Chardonnay, Rosé, Late Harvest, Sparkling Wine, Super Premium White, Super Premium Red, Red Blend, Other Reds, Other Whites e Best in the show.
O evento acontecerá na segunda metade de novembro, em São Paulo.
Vamos esperar ansiosos para conhecer os vencedores e torcer para que entre eles venha uma super descoberta Custo x Benefício.
Santé!
Isso porque o Brasil é o 5º país que mais importa vinho chileno, perdendo apenas para os Estados Unidos, Inglaterra, Japão e China.
Temos uma vasta oferta de vinhos comerciais e, por isso, grande parte dos consumidores acabam preferindo os vinhos de lá.
Por tudo isso a Wines of Chile (WOC) decidiu realizar o 12º Annual Wines of Chile Awards (AWOCA) no Brasil, sendo esta a primeira edição fora do Chile.
Segundo Claudio Cilveti - Managing director da WOC - temos grande importância para o Chile, afinal eles têm cerca da metade do mercado de vinho dos nossos consumidores.
| Vencedor 2013 - Syrah |
O AWOCA é uma degustação às cegas que elegerá o melhor vinho de cada categoria e acaba senvindo como um selo que ajuda o consumidor a encontrar rótulos de qualidade.
| Vencedor 2013 - Pinot Noir |
Cerca de 100 vinícolas participarão do concurso, concorrendo nas 15 categorias: Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Carmenere, Chardonnay, Rosé, Late Harvest, Sparkling Wine, Super Premium White, Super Premium Red, Red Blend, Other Reds, Other Whites e Best in the show.
O evento acontecerá na segunda metade de novembro, em São Paulo.
| Vencedor 2013 - Red Blend |
Vamos esperar ansiosos para conhecer os vencedores e torcer para que entre eles venha uma super descoberta Custo x Benefício.
Santé!
Chile: Terroir, Personagens, Histórias e Vinhos
A gente tem vários padrinhos na vida. Os de batismo, de crisma, de casamento e os padrinhos da vida. Pessoas que nos ajudam a crescer em determinados segmentos do nosso dia a dia.
O Beto Duarte é com certeza o meu padrinho no mundo do vinho. Conheci por causa da fotografia, mas logo em seguida ele já acreditou no meu potencial e começou a me dar força para aprender.
Essa semana consegui parar para ver seu documentário sobre o Terroir do Chile.
Preciso dizer, antes de mais nada, que jamais falaria mal de um vídeo feito pelo Beto. Simplesmente não falaria nada, caso não tivesse gostado. O que não é o caso, pois o vídeo está simplesmente incrível. Acho que ele consegue se comunicar com quem estuda e já conhece um pouco sobre o assunto, mas também é ótimo para leigos que apenas gostam de ter um bom vinho em sua taça.
Isso porque a linguagem usada é super fácil de entender, até mesmo a parte técnica é dinâmica e envolvente.
A diversidade chilena é impressionante e vai surpreender aqueles que conhecem apenas os vinhos bases das vinícolas do Chile, aqueles baratinhos que vemos em qualquer gôndola de supermercado, mas também tende a surpreender os mais entendidos.
Camadas de argila, pedras, granito, areia, enfim, são muitos os solos deste país estreito e comprido, com tantas belezas naturais.
Assista o vídeo para aprender tudo e se apaixonar pelo Chile.
Para comprar o documentário, peça direto ao diretor Beto Duarte, quem sabe você consegue até uma dedicatória, como eu!
Para encerrar selecionei uma imagem que significa tudo que eu desejo para o meu padrinho e para todos que são especiais para mim: muita sorte! Uma joaninha para cada um todos os dias pela manhã.
Santé
O Beto Duarte é com certeza o meu padrinho no mundo do vinho. Conheci por causa da fotografia, mas logo em seguida ele já acreditou no meu potencial e começou a me dar força para aprender.
Essa semana consegui parar para ver seu documentário sobre o Terroir do Chile.
Preciso dizer, antes de mais nada, que jamais falaria mal de um vídeo feito pelo Beto. Simplesmente não falaria nada, caso não tivesse gostado. O que não é o caso, pois o vídeo está simplesmente incrível. Acho que ele consegue se comunicar com quem estuda e já conhece um pouco sobre o assunto, mas também é ótimo para leigos que apenas gostam de ter um bom vinho em sua taça.
Isso porque a linguagem usada é super fácil de entender, até mesmo a parte técnica é dinâmica e envolvente.
A diversidade chilena é impressionante e vai surpreender aqueles que conhecem apenas os vinhos bases das vinícolas do Chile, aqueles baratinhos que vemos em qualquer gôndola de supermercado, mas também tende a surpreender os mais entendidos.
Camadas de argila, pedras, granito, areia, enfim, são muitos os solos deste país estreito e comprido, com tantas belezas naturais.
Assista o vídeo para aprender tudo e se apaixonar pelo Chile.
Para comprar o documentário, peça direto ao diretor Beto Duarte, quem sabe você consegue até uma dedicatória, como eu!
Santé
Vinhos do Alentejo
Sou gaúcha e como todo gaúcho aprecio muito a tradição, mas não fecho os olhos para as mudanças, principalmente quando elas são para melhor.
O que isso tem a ver com os Vinhos do Alentejo? Tudo!
Tive o prazer de assistir mais uma palestra do Rui Falcão, grande conhecedor dos vinhos portugueses. Na oportunidade falamos justamente isso, o porquê do Alentejo ter vinhos inovadores, sendo que o restante de Portugal é super conservador.
Durante a ditadura de Salazar, foi determinado que no Alentejo não se plantaria mais videiras e sim grãos, apenas poucas vinhas permaneceram por estarem em solos pouco férteis, incapazes de produzir outra coisa que não uva. Quando a ditadura acabou, pessoas de todos os ramos começaram a investir em vinícolas e a cultivar todo o tipo de uvas até entender as que melhor se adaptavam a região.
O Alentejo tem uma grande variedade de uvas, tanto portuguesas como internacionais, e por isso a forte tendência em fazer vinhos de corte.
Estes vinhos captam o que cada uva tem de melhor, buscando sempre o equilíbrio entre aromas e sensações.
Dos cortes que degustamos, neste dia, os que eu mais gostei foram:
O Tinto de Talha - grande escolha 2009, da vinícola Roquevale. O vinho mistura a rusticidade e cor do Alicante Bouchet, com os taninos macios e a fruta da Touriga Nacional. O aroma apresenta um toque de defumado, tabaco e terra. Na boca se mostra elegante e intenso, com taninos que chegam a amarrar a boca por instantes, mas que em seguida apresenta um final agradável e fresco.
O outro vinho que gostei bastante foi o Dona Maria Reserva Tinto 2008. Um corte de Alicante Bouchet, Petit Verdot e Syrah. Este já é um clássico caso de mistura de uvas portuguesas com uvas internacionais. O corte é fantástico, pois o Alicante Bouchet entra com a cor e rusticidade, enquanto a Syrah entra com as frutas negras intensas e a Petit Verdot com a elegância e suavidade. Ele apresenta aromas de chocolate, balsâmico e um toque de defumado. Na boca se mostra elegante, intenso e com um final equilibrado e saboroso.
Enfim, beber um vinho em casa para relaxar tem seu valor, mas para quem curte aprender como eu, degustar escutando um especialista é uma oportunidade que não se pode perder. Por isso, fico sempre de olho na agenda do Rui Falcão aqui no Brasil.
Que venha a próxima aula.
Santé!
O que isso tem a ver com os Vinhos do Alentejo? Tudo!
Tive o prazer de assistir mais uma palestra do Rui Falcão, grande conhecedor dos vinhos portugueses. Na oportunidade falamos justamente isso, o porquê do Alentejo ter vinhos inovadores, sendo que o restante de Portugal é super conservador.
Durante a ditadura de Salazar, foi determinado que no Alentejo não se plantaria mais videiras e sim grãos, apenas poucas vinhas permaneceram por estarem em solos pouco férteis, incapazes de produzir outra coisa que não uva. Quando a ditadura acabou, pessoas de todos os ramos começaram a investir em vinícolas e a cultivar todo o tipo de uvas até entender as que melhor se adaptavam a região.
O Alentejo tem uma grande variedade de uvas, tanto portuguesas como internacionais, e por isso a forte tendência em fazer vinhos de corte.
Estes vinhos captam o que cada uva tem de melhor, buscando sempre o equilíbrio entre aromas e sensações.
Dos cortes que degustamos, neste dia, os que eu mais gostei foram:
O Tinto de Talha - grande escolha 2009, da vinícola Roquevale. O vinho mistura a rusticidade e cor do Alicante Bouchet, com os taninos macios e a fruta da Touriga Nacional. O aroma apresenta um toque de defumado, tabaco e terra. Na boca se mostra elegante e intenso, com taninos que chegam a amarrar a boca por instantes, mas que em seguida apresenta um final agradável e fresco.
O outro vinho que gostei bastante foi o Dona Maria Reserva Tinto 2008. Um corte de Alicante Bouchet, Petit Verdot e Syrah. Este já é um clássico caso de mistura de uvas portuguesas com uvas internacionais. O corte é fantástico, pois o Alicante Bouchet entra com a cor e rusticidade, enquanto a Syrah entra com as frutas negras intensas e a Petit Verdot com a elegância e suavidade. Ele apresenta aromas de chocolate, balsâmico e um toque de defumado. Na boca se mostra elegante, intenso e com um final equilibrado e saboroso.
Enfim, beber um vinho em casa para relaxar tem seu valor, mas para quem curte aprender como eu, degustar escutando um especialista é uma oportunidade que não se pode perder. Por isso, fico sempre de olho na agenda do Rui Falcão aqui no Brasil.
Que venha a próxima aula.
Santé!
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