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Jurupiga - Um cálice de sabor

Hoje eu quero falar de um vinho diferente, lá da minha cidade, na verdade de um lugar bem específico: a Ilha dos Marinheiros.




A Ilha dos Marinheiros fica localizada na cidade de Rio Grande, no extremo sul do Rio Grande do Sul, lugar onde nasci, cresci e passei os melhores anos da minha vida.





Lá na Ilha, além da agricultura, que mantém diversas famílias, existe uma em especial que produz, até hoje, a Jurupiga, um vinho tipo do porto, docinho, com teor alcoólico de 20%.

A bebida é feita antes do vinho "normal". Após a quebra da uva, retira-se o suco e adiciona-se álcool etílico para deixar envelhecer por 6 meses em barris de polipropileno. A uva utilizada é a bordô, parte plantada nas terras da família, parte trazida da Serra Gaúcha.




A Jurupiga era um produto comum na Ilha, de colonização basicamente portuguesa, mas com o tempo apenas a família de Rosângela Maria da Costa Dias e Hermes Silva Dias, continuaram com o negócio e transformaram-no em um produto conhecido e turístico. Hoje, pais e filhos continuam a tradição e fazem da Juripiga uma bebida completa, feita com carinho, desde a colheita da uva até a finalização com artesanato, também familiar, feito por Rosângela.





A produção anual chega a 5 mil litros / ano dependendo da safra.

Eu sempre tive uma garrafinha na geladeira para servir aos meus amigos, depois de conhecer mais sobre essa tradição familiar, agora mesmo que jamais vou deixar faltar!




Ainda não é um produto fácil de encontrar, na verdade... se você conhece alguém de Rio Grande, peça uma garrafa, porque vale a pena provar. Pode ser uma surpresa para a sua sobremesa!


Santé!

Resumão - Novo Mundo

Os vinhos do Novo Mundo, em geral, são mais jovens que os do Velho Mundo. O que isso significa? Que não são vinhos de guarda, e sim, bebidas a serem apreciadas logo! São vinhos mais vivos, alegres!
O universo dos vinhos é igualzinho ao universo dos seres humanos, os jovens aprendem com os mais velhos e transformam esse conhecimento em novidades surpreendentes. Assim os países do Novo Mundo se espelham nos países da Europa, mas não deixam de inovar e buscar novas sensações e experiências para seus produtos.

Brasil

Muito já falei sobre os vinhos nacionais por aqui. Sou fã número 1 da vitivinícola brasileira, pois acredito que quando "é nosso" é mais gostoso. Tenho orgulho de ser brasileira e de poder presenciar toda essa melhoria que este setor, no Brasil, vem vivendo.
É um país que vem ganhando espaço, tanto no mercado nacional de vinhos, quanto na exportação. O maior inimigo do vinho nacional, na minha opinião, é o preconceito dos próprios brasileiros. Por enquanto, o Brasil - país tropical - se destaca pela produção de ótimos espumantes, mas tenho certeza que no futuro isso será diferente e vários produtos farão sucesso.




Regiões como Vale dos Vinhedos, Campanha Gaúcha, Santa Catarina e o Vale do São Francisco, se destacam na produção de ótimos vinhos.

As uvas tintas destaque do Brasil são: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Gamay e Pinot Noir. Já as brancas são: Riesling, Chardonnay, Moscatel e Sémillon.




Chile

Um país lindo, com vinícolas muito boas e respeitadas neste universo incrível do vinho. 
Grandes vinícolas como Concha Y Toro e Ventisqueiro, vêm conquistando o mundo por oferecer produtos de ótima qualidade. Além disso, as vinícolas do Chile, possuem alguns rótulos que não são jóias, mas que possuem um custo benefício no Brasil altíssimo, o que eleva as vendas e garante a fama do país por aqui.
A uva clássica do Chile é a Carmenère, mas outras tintas também são destaques por lá, como: Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Pinot Noir e Syrah. Já entre as brancas os destaque são: Chardonnay e Sauvignon Blanc.




Argentina

A competição dos vinhos argentinos com os brasileiros vem crescendo a cada ano em que os nacionais ganham mais espaço. Ressalvadas as devidas proporções, isso me lembra o Futebol...
A Argentina tem muitos vinhos bons. Seu forte são os Malbec que acompanham muito bem a rica gastronomia do país. Impossível passar um feriadão em Buenos Aires e não ganhar alguns quilinhos.
As uvas tintas destaques, além da Malbec, são: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Syrah. Já nas brancas se destacam: Torontés, Chardonnay e Sauvignon Blanc.




Nova Zelândia e Austrália

Países colonizados por londrinos não poderiam ser diferente. Lá o perfeccionismo é marca registrada e por isso seus produtos são de ótima qualidade e seus cortes destaques em equilíbrio e maciez. Os vinhos da Oceania são extremamente aromáticos, mas sou suspeita para falar, pois o aroma de um "Sauvignon Blanc Neozelandês" trazem a minha mente recordações de uma viagem inesquecível.




Na Austrália o forte são os vinhos tintos, principalmente o Syrah, mas as uvas Pinot Noir, Grenache e Merlot também contribuem muito para esta alquimia perfeita. Já na Nova Zelândia o destaque é mesmo o Sauvignon Blanc, mas além dele as uvas brancas Chardonnay, Riesling e Müller-Thurgau também são muito utilizadas na produção dos excelentes brancos do país.




Todos os rótulos deste post podem ser adquiridos na Kylix (http://kylixvinhos.com.br/)

Santé!


Resumão - Velho Mundo

O mundo dos vinhos tem duas grandes divisões: Velho Mundo e Novo Mundo.
"Saber" sobre vinhos requer muito tempo de estudo. Existem profissionais capacitados para ensinar este tema encantador.
Eu, infelizmente, não tenho nenhuma pretensão de fazê-lo, pois nunca estudei o assunto e o pouco que sei aprendi através de vivências neste universo do vinho, aqui mesmo no Brasil.
Hoje o post será um resumão, resumão mesmo, sobre o Velho Mundo.
Os países que o compõem são: França, Itália, Portugal, entre outros. Todos países europeus com grande tradição na área. Eles foram os primeiros a estabelecer regras para a produção da bebida, regras estas, que são seguidas até os dias de hoje. Além disso, foram eles que identificaram a importância do terroir, afinal, o vinho bom é feito a partir da produção adequada sim, mas ele é reflexo de um clima bom e de uma terra boa.



França
A França, sem dúvida, é o país mais tradicional. 
Os vinhos lá são divididos em 4 grandes categorias:
VIN DE TABLE (Vinho de Mesa): são os mais simples e baratos
VIN DE PAYS (Vinho Regional): superiores aos de mesa, mas não fazem parte das pérolas da França.
VIN DÉ LIMITÉ DE QUALITÉ SUPÉRIEURE - VDQS (Vinhos de Qualidade Superior): se destacam pelo custo benefício. Nesta categoria existem vários vinhos muito bons.
VIN D'APPELATION D'ORIGEM CONTRÔLÉE - AOC (Vinhos de Denominação de Origem Controlada): são os grandes vinhos franceses. 
Eles são divididos pelas regiões, bem delimitadas, da França. São tantas regiões que, para mim, é muito complicado aprendê-las e, sinceramente, não vejo como prioridade, pois o que me importa mesmo é o sabor e o aroma dessas jóias preciosas.
Eu destacaria 3 regiões incríveis e igualmente famosas: Bordeaux (onde são identificados pelo nome da propriedade, geralmente acompanhado de Château), Borgonha e Champagne.



Itália
Um país conhecido pela farta gastronomia. Nada mais lógico que os italianos desenvolvessem vinhos incríveis para harmonizar com seus pratos típicos e saborosos. Inclusive, alguns só se revelam incríveis quando consumidos junto à comida, por isso são conhecidos como "Vinhos da Pasto".
Os vinhos italianos também são divididos em 4 grandes categorias:
VINHO DA TAVOLA (Vinho de mesa): são os mais simples e baratos.
INDICAZIONE GEOGRAFICA TIPICA - IGT (Indicação Geográfica Típica): são comparados aos vinhos regionais da França.
DENOMINAZIONE DI ORIGINE CONTROLLATA - DOC (Denominação de Origem Controlada): esta categoria já possui regras de produção bem estabelecidas e contém excelentes rótulos.
DENOMINAZIONE DI ORIGINE CONTROLLATA E GARANTITA - DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida): são os Tops italianos. Regras mais rígidas e degustações oficiais para garantir sua qualidade.



Portugal
Posso errar em dizer, mas acredito que hoje é o país com os melhores exemplares europeus em custo benefício.
No geral, pode-se afirmar que os tintos são melhores que os brancos. Isso sem falar no clássico "Porto", vinho doce, fortificado, com alto teor alcoólico. 
Suas 4 principais divisões são:
VINHO DE MESA: são os mais simples e baratos.
VINHO REGIONAL: são comparados aos vinhos regionais da França.
INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA REGULAMENTADA (IPR): vinhos de qualidade, produzidos em 30 regiões de Portugal.
DENOMINAÇÃO DE ORIGEM CONTROLADA (DOC): são, sem dúvida, os melhores vinhos portugueses, produzidos em 11 regiões demarcadas, como, por exemplo: Alentejo, Dão e Douro.



Além desses países Alemanha, Espanha e Hungria também fazem parte do Velho Mundo e produzem incríveis vinhos que vale a pena degustar.


Todos os rótulos deste post custam cerca de R$50,00 a R$150,00 e podem ser adquiridos na Kylix (http://kylixvinhos.com.br/)

Sexta-feira... Novo Mundo.


Santé!

Um Champagne que é puro glamour. (via Sete di Vino - 06/08)

Quando comecei a ler o livro "A Viúva Clicquot", o primeiro livro de Tilar J. Mazzeo publicado no Brasil, não imaginava que fosse me apaixonar pela história dessa mulher. Só o visual do livro já encanta por si só, pois sua cor laranja nos remete à do rótulo do autentico e saboroso Champagne Veuve Clicquot.



As 248 páginas trazem a história de Barbie-Nicole, que ficou viúva aos 27 anos e em pleno século XIX conseguiu ir contra a cultura machista da França e, com o apoio de seu pai e sogro, levantou a vinícola da família. Consagrou-se no mundo dos espumantes, após muita crise e luta. Os desafios apareciam e ela os superava, sempre acreditando no seu produto e que o sucesso chegaria. Foi durante este período que Barbie- Nicole descobriu uma forma de destacar seus espumantes: evoluiu o método Champenoise, criando a prática do Remuage. Neste processo, através de rotações periódicas gera-se o acúmulo de impurezas nas garrafas, concentrando-as no bico. Quando finalizado, é só retirar o resíduo, com equipamento apropriado, e completar com o licor do próprio vinho.


Só espumantes da região da Champagne, na França, podem ser chamados de "Champagne". Aqui no Brasil a cidade de Garibaldi é conhecida pela produção de ótimos espumantes, mas vinícolas espalhadas por todo Brasil também produzem saborosos exemplares.

Na região da Campanha Gaúcha está a vinícola "Estancia Guatambu", responsável pela fabricação do Guatambu Extra Brut Champenoise 2010. Segundo François Hautekeur, atual enólogo da Veuve Clicquot, um "espumante bastante complexo".




Na foto: Gabriela Pötter, François Hautekeur, Isadora Pötter, Valter Pötter, Mara Pötter
www.estanciaguatambu.com.br

O mundo dos espumantes é mesmo repleto de charme, se você puder, abra uma garrafa e saboreie esta delícia.