Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

Top 10 Expovinis 2016



Começou a Expovinis 2016. Este ano a feira é comemorativa e traz diversas novidades interessantes para o mercado do vinho, com foco em desmistificar o consumo da bebida.
Além das aulas e palestras que ocorrem nos expositores durante a feira - com o objetivo de atrair e educar o consumidor de vinho - este ano haverá um fórum paralelo no período da manhã mais focado em negócios. Muito bacana para quem trabalha ou quer trabalhar com vinhos no Brasil, afinal não basta ser empreendedor, tem que estudar o assunto e colocar em prática diversas estratégias para poder virar um sucesso.
Este ano, como no ano anterior, haverá transporte do metro para o evento, então deixe o carro em casa e vá tranquilo pra poder provar os vinhos sem nenhuma preocupação.

A menina dos olhos da feira continua sendo o Top 10. Então, segue os vencedores para você poder se programar e conferir um por um.

Espumante nacional
- Gran Legado Brut Champenoise

Espumante importado
- Hunter Miru

Branco brasileiro
- Don Guerino Sinais SB 

Branco importado
- Gomila Single Vineyard Selection SB

Rosado
- Domaine D'estienne Coteaux Varois en Provance 2015

Tinto brasileiro
- Lidio Carraro Agnus Tannat

Tinto Novo Mundo 
- Ballena Azul Family Reserve

Tinto Velho Mundo Península Ibérica 
- Clos del Mas Bodega Pinard

Tinto Velho Mundo 
- IL Brecciolino Castelvecchio

Fortificado e Doces
- Quinta do Sagrado Vintage 2011

Santé


Espumante especial para o fim de ano


A realidade do nosso país está cada vez pior. Para quem não sabe, desde o dia 01 de dezembro os vinhos estão com um IPI absurdo de 10%, isso sem falar em todos os outros impostos… 

Crise sim, sem perlage nunca.


É, parece que foi ontem que pulei minhas 7 ondinhas e fiz todos os meus pedidos para o Reveillon. Mas foi um piscar de olhos e já estou pensando nos espumantes para Natal e Ano Novo. Como este ano não vou para o Sul nem para o Uruguai, certamente vou ter que inovar e pensar em alternativas para sobreviver a esta crise sem perder o perlage.

Confraria da Terapia


Porque melhor que beber um bom vinho é poder fazê-lo ao lado de pessoas especiais. Toda confraria precisa de um nome. Claro que nem sempre a criatividade ajuda, tanto que a minha turma do vinho tem uma que se chama "Confraria sem nome". Mesmo assim é um nome, não é?! Há dois meses, finalmente, conseguimos começar a nossa confraria de mulheres da mesma turma. O nome? Bom foi bem mais fácil "Confraria da Terapia". E é bem isso, poder conversar sobre o que for preciso, com amigas que sabemos que estão dispostas a ouvir, aconselhar, sorrir e chorar. 

Reserva Pessoal, o quiosque sensação do Shopping Ibirapuera.


Outro dia estava passeando no Shopping Ibirapuera e tive uma feliz surpresa. Um Quiosque com vinhos brasileiros cheio de objetivo.
Sim, pois o projeto Reserva Pessoal não é apenas um projeto bacana, é uma iniciativa que além de incentivar o consumo do vinho, também ajuda a quebrar o preconceito que existe com os vinhos do Brasil.

Salton desejo: um vinho para ter na adega


Cada um sabe o que gosta. Tem gente que enche a boca para falar que só toma vinho importado, outros falam a mesma coisa dizendo que vinhos nacionais não são bons. Enfim, ambas são afirmações eu considero sem pé nem cabeça.
Você pode dividir vinhos por faixa de preço, por uvas, por países… 
O melhor mesmo é provar e dividir entre o que você compraria e o que não compraria, levando em consideração o seu gosto pessoal e o quanto está disposto a investir num vinho. 

Aurora - Linha Procedências


Há 7 anos vou na Expovinis. A maior feira de vinhos da America Latina.
Este ano estava doente e não pude participar de muitas coisas, mas dei um jeito de ir visitar a feira e descobrir alguns vinhos legais para contar aqui no blog.

Festival do Vinho Sul-Americano

No Brasil, tanto para os consumidores que gostam de vinho há algum tempo, quanto para os que estão começando, os melhores vinhos custo benefício acabam sempre sendo do Mercosul. Seja por incentivos, seja pela proximidade, seja porque realmente apreciam. O fato é que Chile, Argentina, Uruguai e Brasil dominam grande parte das adegas dos brasileiros.




A SBAV-SP (Associação Brasileira dos Amigos do Vinho de São Paulo) está organizando o "Festival do Vinho Sul-Americano" que dará a oportunidade do consumidor comprar rótulos depois de conhecê-los. Achei o máximo, pois descobrir a diversidade que estes quatro países tão próximos podem oferecer é um dos caminhos para desenvolver a cultura do vinho no país.




O evento acontecerá no Hotel Golden Tulip Paulista, em São Paulo, no dia 03 de outubro, das 16h às 21h. 
O valor do ingresso é R$30,00 para associados da SBAV e R$50,00 para público geral. 
Eu vou certo, dar uma passada para conferir o que cada país tem de melhor.
Santé!

Tinto Brasileiro sem Madeira!

O Tema da CBE - Confraria brasileira de Enoblogs - deste mês é "um tinto brasileiro sem madeira". Eu, como boa brasileira, acabei deixando para última hora e por isso não postei no meu primeiro dia útil de post. O bom disso tudo é que nem precisei pensar muito sobre o que escrever, pois semana passada falei tanto de um tinto nacional sem madeira, que é como se ele próprio tivesse se escolhido.




O Red, da Vinícola Routhier Darricarrere, é conhecido como o vinho da Kombi. Seu rótulo é divertido e retrata exatamente o que encontramos no interior da garrafa, um vinho fácil, equilibrado e macio. O corte de Cabernet Sauvignon e Merlot da Campanha Gaúcha, apresenta aromas de frutas vermelhas, com destaque para cereja e notas de especiarias. Na boca, é redondo, alegre e envolvente.
Uma bela pedida!
Santé!

Inominável

As vezes a gente não está de bem com a vida, mas tem dias que estamos extremamente felizes. Pois bem, para ambos os casos uma garrafa de vinho é sempre uma ótima opção.
Vinho para comemorar, vinho para acompanhar ou vinho para consolar, tanto faz, o importante é enxergar o vinho com todas as suas possibilidades. Mas claro, sempre com moderação.


Essa semana escolhi o vinho INNOMINABILE Villaggio Grando, de Santa Catarina, para descrever o inominável. Aliás, desde quando todas as coisas precisam de definição? 
O vinho é uma mistura de Cabernet Sauvignoin, Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Pinot Noir, Petit Verdot e Marselan. Sete uvas em plena harmonia. Depois de 6 meses de carvalho o vinho adquiriu elegância e estrutura.
Aromas intensos de frutas com toque de fumo e especiarias. No boca, sentimos puro equilíbrio, boa acidez e taninos macios. 
Um vinho complexo e incrível, daqueles que como as nossas emoções: inomináveis.
Santé!

Vindima: Comer a uva no parreiral.

Ano passado tive o prazer de participar da minha primeira Vindima. Foi incrível e jamais irei esquecer a sensação de comer a uva direto do parreiral e de colocar os pés numa tina cheia de cachos.



Pois bem, este ano resolvi voltar, juntei alguns amigos e fomos para São Roque. O pessoal da Vinícola Goes nos recebeu com a mesma simpatia de sempre, eles são ótimos anfitriões.
Enfim, a Vindima da Goes acontece nos primeiros finais de semana do ano, período de colheita. Este ano a lista de espera bombou, o público descobriu o quanto pode ser legal conhecer mais sobre o processo dos vinhos.



Após o passeio, a colheita e a pisa, chegou a hora do almoço super especial. A comida estava deliciosa e eu escolhi harmonizar com o Tannat da Casa Venturini, vinícola da família Goes responsável pela produção dos vinhos finos, que fica no Rio Grande do Sul.
Os detalhes da Vindima você encontra no meu post do ano passado, "Vinícola Góes: Portugal em pleno Brasil! ".



Se agilize para não perder, este fim de semana será a última festa desta safra, entre em contato e veja se houve alguma desistência, vai que tens sorte!?
Santé!

Mulheres, vinho e boa comida

Eis que chega a quarta-feira e os homens já começam a pensar no resultado da rodada. Não que eu não goste de futebol, gosto muito, aliás sou uma colorada que já teve seus momentos de guri... momentos de fixura mesmo, mas voltando ao assunto, sim a quarta-feira tende a ser um dia masculino, por ser dia de futebol, seja no jogo da TV, seja nos estádios.




Muitos lugares perceberam a tendência e tiveram a sacada de realizar noites focadas nas mulheres. O Restaurante Trindade, na famosa e charmosa Rua Amauri e Alphaville, criou a confraria das mulheres que acontece uma quarta por mês.



A idéia é reunir as amigas para comer, beber, conversar e aprender sobre vinho. O professor, foi o único homem da mesa, Alexandre Furniel, e preciso parabenizá-lo por conseguir controlar 20 mulheres.
No início achei que ele não conseguiria, mas o interesse da mulherada em aprender era tanto, que bastava ele começar a falar para o silêncio dominar o ambiente.




Segue o cardápio da noite harmonizado:
Couvert: Cesta de pães, patês, bolinhos de bacalhau, croquetes e pasteis de queijo.
Vinho: Espumante "Bruto" Ribeiro Santo, do Dão.

Entrada: Gaspacho de morango
Vinho: Cicaria

1º prato) Bacalhau Gomes de Sá
Vinho: Parcelas 2012, Douro
2º prato) Arroz de Pato
Vinho: Além Mar -2008, de Santa Catarina, ou Ribeiro Santo 2010, do Dão.

Minhas considerações sobre os vinhos serão apenas dos que eu gostei:




Espumante Ribeiro Santo Bruto, pois em Portugal é BRUTO mesmo. Com um perlage elegante e intenso, aromas clássicos dos espumantes Bruts, com bastante fermento. Na boca, se mostrou sofisticado, clássico como um Champagne, mas com um belo custo benefício, R$ 90,00, na Bendito Vinho.





O outro que gostei muito foi o Branco Parcelas 2012. Um vinho com aromas de frutas tropicais. Na boca, fresco e surpreendente. O custo de R$58,00, na Bendito Vinho, super vale o investimento.




Por último, um vinho que apesar de feito por um enólogo português, é brasileiro, de Santa Catariana. O Villaggio Grando, Além Mar, é feito com Cabernet Franc, Merlot e Malbec. Equilibrado, com bastante fruta madura e especiarias, características estas que não roubam a cena diante do carinho de cada gole.

Vocês devem ter percebido que o tema da noite foi Portugal. Perfeito, visto que amo os vinhos portugueses.
Se você gostou da idéia, entre em contato com o Trindade Restaurante, pois as vagas são limitadas e a procura é grande.
Santé!

Um espumante perfeito!

O calor que tem feito, deve ser um sinal do fim do mundo. Aliás, aqui no Brasil está muito quente, mas nos Estados Unidos está um frio que há anos não fazia. O clima está nos mostrando que a hora de respeitar a natureza já passou, que preservá-la agora é fundamental para o futuro.
Separar lixo, poupar água, não sujar as ruas, tudo faz parte do mínimo que cada um de nós pode fazer para ajudar o planeta.
Bom, enquanto isso, o jeito é aproveitar as altas temperaturas para apreciar o prazer de um espumante bem gelado.


Abrimos uma garrafa do Salton Gerações, Antonio Domenico Salton. O espumante estava uma delícia. Cremoso, com perlage elegantíssimo, aromas clássicos de um brut, e aquele "trim" sensacional no cantinho da língua. Na boca, é refrescante, delicado e firme. Tudo que eu amo num bom espumante.
O ideal mesmo seria, se eu estivesse degustando-o na beira da praia, mas já que a vida de adulto nos obriga a trabalhar, o jeito é aproveitar as horinhas livres para brindar com os amigos.
Santé!

Novas versões de caipirinhas bem brasileiras!

Um amigo postou sobre a importância de divulgar os "Vinhos do Brasil", eu sempre fui desta turma, que busca, não somente fomentar o consumo de vinhos no Brasil, mas também aumentar o consumo dos produtos nacionais.
Este mesmo amigo disse que viu num restaurante "Caipirinhas de vinho e espumante", só que as bebidas utilizadas eram do Chile. Agora me fala, se caipirinha é super brasileira, porque não utilizar os vinhos brasileiros?
Essa semana foi a semana das Caipirinhas aqui no Château.




Resolvi fazer uma caipirinha de Kiwi com vinho. Na verdade, ganhei um vinho, do interior de São Paulo, de uma amiga, segundo ela um "suquinho". Verdade, provei e o vinho é pura uva. Uvas americanas têm essa característica, de vinho docinho. Quando provei percebi que ficaria perfeito em um drink, pois o açúcar se tornaria dispensável.

Então:
- 1 kiwi
- duas doses de vinho branco suave 
- duas doses de água
- gelo
Foi isso, amacei o kiwi e misturei com o resto todo na coqueteleira. Simples assim!
A Caipirinha ficou super levinha, gostosa e fácil de tomar.



No outro dia resolvi fazer outra versão. Caipirinha de Limão Siciliano com espumante, da vinícola Hermann, de Santa Catarina. 
Ficou super gostosa.

Usei:
- 1/2 limão siciliano
- 1 dose de cachaça (não entendo de cachaça, coloquei a única que tinha no mercadinho aqui da esquina)
- 2 pacotinhos de adoçante
- gelo
- espumante

Fiz a caipirinha normal e depois completei com o espumante. É importante não colocar o espumante na coqueteleira, por causa do perlage.
Ficou um espetáculo! Refrescante e saboroso.

Agora cabe lembrar: é preciso ter cuidado com toda bebida doce. O álcool fica camuflado, mas ele está lá!
Santé!

Valorizando o que é nosso!

Estive pensando em várias razões para o brasileiro seguir com preconceitos com relação aos "Vinhos do Brasil" e a única que encontrei foi desconhecimento.
Eu amo um Bourgogne, sou apaixonada por Champagne, tenha grande admiração pelos vinhos da Nova Zelândia, isso sem falar no Chile, Argentina e Uruguai que aprenderam com louvor a arte de fazer vinhos. Gostar de vinho é isso, é saber reconhecer o que cada lugar tem de bom, e o Brasil tem sim muita coisa boa.



Os espumantes nacionais são incríveis. Tão bons que cerca 20% da produção é voltada para exportação. Se o mundo já percebeu o que o Brasil tem de bom, porque continuamos desvalorizando o que é nosso.
Como estamos no verão lanço um desafio: compre uma garrafa de perlage nacional, convide alguém especial e faça algo diferente. 
Praia, parque, um jogo de dados, um filme (afinal sempre chove no verão)... seja o que for, mas preste atenção no aroma, no sabor e no frescor. Você vai se surpreender com a qualidade do espumante nacional.
Beba com descontração e viva 2014!
Santé!


O Brasil mostrando a que veio!


O segundo dia do Enotour .DOC foi marcado por muito sol e paisagens bonitas. E, neste clima tropical, vou aproveitar para focar nos vinhos brancos. 




De manhã fomos na Vinícola Salton, lá descobri o que é ser grande. Produções "gigantescas", perto do que estou acostumada a ver.




A Salton é a empresa responsável por 40% do mercado brasileiro de espumantes. 
Eles possuem uma super estrutura para receber turista, com visitas guiadas, restaurante, qualidade no atendimento e tudo isso resulta em cerca de 90 mil pessoas que passam pela vinícola e saem satisfeitas.




O vinho que separei da Salton foi o Chardonnay - Virtude (cerca de R$50,00), um vinho que após 6 meses de madeira apresenta um corpo equilibrado e aromas mais complexos, fruta sim, mas com um pouco de amêndoa e manteiga. Na boca é equilibrado, encorpado e refrescante, perfeito para um momento entre amigos.




Depois fomos para a Cooperativa Vinícola Aurora, lá passeamos entre os vinhedos, conversamos bastante, aprendemos um pouco sobre harmonizações e degustamos diversos produtos. Seguindo a linha dos vinhos brancos, cito o Chardonnay deles (cerca de R$35,00). Lá, eles nos ofereceram a experiência de degustar duas safras, adoro essas mini verticais que nos ajudam a entender um pouco as diferenças em vinhos iguais.



O 2011 estava com um frescor e viscosidade bem ressaltados. Aromas de manteiga e amêndoas se sobressaíram. Na boca, um vinho que preencheria uma visita inesperada daquelas que tornam um final de tarde mais divertido. Já o 2012 se mostrou mais fresco, com mais frutas. Um equilíbrio admirável.
O porquê das diferenças? Calor, chuvas... tudo isso interfere no resultado de vinhos feitos a partir do mesmo processo e com as mesmas uvas.




Saindo de lá, fomos para a Vinícola Geisse, conhecemos a parte de produção e varejo, depois fomos para os vinhedos ver a paisagem, e por fim fomos para a casa da família, onde pudemos ver o entardecer, comer empanadas chilenas maravilhosas e degustar de espumantes entre amigos. Foi um momento mágico, parecia um verdadeiro comercial de margarina, onde a paz e a felicidade são as protagonistas. 




Como lá não tem vinho branco tranquilo, escolhi um espumante maravilhoso: o Rosé Brut (cerca de R$70,00). Um espumante feito através do método tradicional, com perlage fino, disciplinado e lindo. Os aromas lembram um pouco de flores e na boca ele apresenta uma acidez equilibrada e um sabor contagiante. Esse é um dos meus preferidos com certeza.


Galera animada do Enotour .DOC com a família Geisse
Fora tudo isso, a simpatia do Mário Geisse e de seus filhos transformou aquele momento em algo especial.
Depois disso, fomos para a comemoração dos 100 anos do espumante no Brasil, na Vinícola Peterlongo. 
Após a festa, o jeito foi voltar pro hotel e tentar descansar um pouco, para no dia seguinte acordar com o despertador às 4h da manhã, subir as fotos e começar mais um dia igualmente perfeito.
Santé!

O Brasil sabe mesmo fazer espumante!

A minha viagem para o Vale dos Vinhedos para o 1º ENOTOUR .DOC vai render vários posts para o blog, afinal foram 15 vinícolas, algumas bastante especiais, por motivos pessoais ou "enomotivos", e estas terão ao longo do ano posts exclusivos com detalhes, mas resolvi fazer um resumão diário, até mesmo como forma de armazenar minhas emoções para depois poder reavivá-las sempre que quiser através da leitura.
Vamos então ao primeiro dia de viagem: 25 de setembro.




O Orestes, da .DOC, foi nos buscar no Salgado Filho, juntamos o grupo e partimos para o Vale dos Vinhedos, direto para o "Spa do Vinho", onde ficaríamos hospedados.
Fizemos o check in, deixamos as malas e começaram as degustações que só acabaram 80 horas depois. Cansei só de lembrar.
Na primeira degustação conhecemos melhor a história e os produtos de 4 vinícolas, representantes da Vallontano, Don Guerino, Aracuri e Adolfo Lona apresentaram seus vinhos. Neste dia, foquei nos espumantes, são eles os protagonistas do post de hoje.




O Brut Rosé da Don Guerino, feito com uvas 100% Malbec, estava fantástico. Além da cor, que me atraiu antes mesmo de chegar à taça, o espumante tinha uma acidez tranquila e equilibrada. Aromas de morango e um pouco de rosas me levaram a querer agilizar o primeiro gole e este não decepcionou, na boca a sensação de leveza e alegria toma conta da gente. O valor é bem realista (R$ 30,00) e com certeza, pode ser o escolhido para a noite de Reveillon.




Outro espumante que degustamos foi o Orus, do Adolfo Lona, algo perto do inacreditável. Feito com as uvas Pinot Noir, Chardonnay e Merlot ele tem o glamour que beira a exclusividade, são apenas 600 garrafas por ano. Cada uva, na minha opinião, é responsável por uma característica, a Pinot proporciona uma força delicada, a Chardonnay a sensação de frescor impressionante e a Merlot participa dando a cor rosada ao espumante. Ele é realmente incrível e pode ser a garrafa ideal para abrir na hora da virada, para o primeiro brinde do ano.




Depois fomos à uma degustação bem especial, na vinícola Garibaldi, cooperativa com 327 famílias envolvidas. Para mim ela é especial porque, no ano em que morei lá, passei diversos domingos passeando e degustando no varejo da Vinícola, que ficava há poucas quadras da minha casa.
Lá experimentamos a linha Acordes, que será lançada em breve, vinhos ainda sem rótulos, mas repletos de personalidade e sensações. A cada taça uma música diferente: clássicas, rock, nacionais... Mas o que fez a diferença mesmo, foi envolver mais um sentido para assim poder viver cada gole por completo.



Degustamos um Chardonnay, um merlot e um espumante, seguindo a mesma linha vou destacar o espumante, que é feito com 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir. Perlage fino e elegante, com fruta na medida certa e aquela sensação do brut estava espetacular, dando um toque de delicadeza ao primeiro gole.
Depois da degustação a Garibaldi nos ofereceu um jantar harmonizado perfeito no qual o grupo se entrosou e as amizades começaram a desabrochar. 

Santé!

Depois de anos, finalmente conheci a Perini!

Faz muito tempo que eu falo da vinícola Perini aqui no Château, mas, acreditem se quiserem, eu não conhecia a estrutura deles até participar do 1º Enotour .DOC.




Foi super legal, algo do tipo apimentar um pouco mais a minha admiração pela vinícola. Eu me senti em casa.



Lá o Enólogo, Leandro Santini, nos conduziu numa visita guiada e pudemos degustar vinhos em diversos estágios de fermentação, com isso consegui entender melhor o processo que até então só conhecia na teoria.  O mais legal foi quando Leandro nos deu para experimentar um Merlot direto da barrica, nossa, foi incrível. O sabor e o aroma pareciam mais intensos, pode ter sido psicológico, ou simplesmente a energia de dividir com o "pai" do vinho o prazer de prová-lo direto da fonte, fez do momento especial.




Depois, ainda tivemos uma degustação orientada e um jantar incrível.
Na degustação eles nos ofereceram 6 vinhos, eu já conhecia todos e não preciso nem falar qual foi o meu preferido, né?! O Qu4tro, lógico!
No jantar provamos novidades que ainda estão em andamento e que terei o maior prazer de divulgar quando for lançada. Coragem mostrar para um "bando" de jornalistas um segredo desses, mas somos todos de confiança e segredo é segredo.




Mas sabe o que eu tenho curiosidade mesmo? Provar novamente, depois de tanto aprendizado que a vida me proporcionou, o bom e velho Jota Pe... vinho de garrafão que regou muitos churrascos da gurizada na minha adolescência. Perfeito para perceber a evolução do meu paladar, mas tenho certeza que as alegrias que ele presenciou jamais se apagarão da minha memória.
Santé!

Muito vinho em pouco tempo!

Neste sábado aconteceu a "Avaliação Nacional de Vinhos". 




O evento contou com centenas de degustadores e apresentou os 16 vinhos melhores colocados às cegas entre 309 amostras inscritas. Alguns vinhos ainda estão em barrica e com certeza serão um sucesso assim que engarrafados.




Recebi o convite da .DOC Assessoria para participar desta avaliação, além de poder conhecer um pouco mais de algumas vinícolas da Serra Gaúcha, no Enotour .DOC, que aconteceu de quarta a sábado desta mesma semana, unindo o útil ao agradável.


Foto fake: não houve momento "ficar de bobeira"

Preciso assumir que a viagem estava ótima, mas muito cansativa, além das 15 vinícolas que conhecemos em 4 dias, ainda acordei cedo para editar e enviar as fotos diariamente para os demais jornalistas. Descoberta: NÃO TENHO MAIS 18 ANOS, PRECISO DORMIR. 


Leandro - Enólogo da vinícola Perini

Voltando ao Enotour, foi uma experiência bem legal, além de degustar alguns rótulos que não havia provado, pude conhecer mais sobre os processos de produção, e o melhor de tudo, pude degustar vinhos em diferentes etapas de fermentação. 
Foi bem educativo para mim. Aliás, o mais importante foi aprender sobre a fermentação malolática. Ok, isso foi piada interna, mas eu precisava citá-la.




Degustamos vinhos das seguintes vinícolas:
- Adolfo Lona
- Don Guerino
- Vallontano
- Garibaldi
- Aracuri
- Salton
- Aurora
- Geisse
- Don Giovanni
- Peterlongo
- Domno do Brasil
- Basso
- Perini
- Don Laurindo
- Maximo Boschi
Ufa, cansei só de lembrar. 
Além dessas amostras, ainda tivemos uma aula sobre os "Merlots do Mundo" e participamos de uma degustação temática às cegas apenas dessa uva oferecida pelo pessoal do Spa do Vinho, onde estávamos hospedados.

Com o tempo vou postando detalhes das visitas, mas agora preciso descansar.
Adorei o passeio que "de passeio", teve só o nome, pois trabalhei o tempo todo.


Galera do bem: Fabiana, João, Jane, Fernanda, Orestes, Anna, Iza, Alessander, Pedro, Alain, Viviane, Glaucia, e Edu. (Faltando o Christian que nos abandonou por ser muito importante.)
Aproveito para mandar um abraço aos meus novos amigos, jornalistas competentes que transformaram minha estada na serra gaúcha em pura alegria. 
Santé!