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Degustação online: unindo amigos de vários cantos do Brasil.

Participei na última terça-feira do Winebar, patrocinado pela importadora Expand.
Para quem não sabe, o Winebar é uma degustação online, onde algumas pessoas recebem os vinhos em casa antes para degustarem juntas. Pois é, isso só é possível porque a modernidade realmente tomou conta de nós. Lembra quando falávamos de "vida real" e "vida virtual"? Agora a VIDA é uma só e ponto.
Foi super bacana, saber as opiniões das minhas amigas, Ju e Fabi Gonçalves e Evelyn Fligeri , que estão em Niterói, Recife e São Paulo. Claro que os homens também deram sua contribuição, mas aproveito para citar as mulheres, pois estou com meu lado feminino super aflorado hoje.
Então, voltando aos vinhos. Degustamos três vinhos de diferentes regiões da França. Todos "Les Amis", marca que reúne produtores de diversos lugares em prol do resultado.
Vou começar de traz para frente que já aproveito para colocar em ordem, deixando o que mais gostei para o "Grand Finale".



O "Vin de Bordeaux Les Amis 2010", é um vinho com aromas de frutas, eu senti groselha, mas teve gente que sentiu bastante fruta negra, não sei. Na verdade, o que mais me chamou atenção nele foi sua elegância, pois ele não tem aquela potência que se espera de um grande Bordeaux. O vinho retrata a classe de um autêntico francês.


O "Bourgogne Pinot Noir Les Amis" estava simplesmente um luxo. O preço é um pouco salgadinho, mas acho que a palavra Bourgogne é uma das coisas que pesa nesse rótulo. O vinho é puro glamour. Daqueles vinhos que transformam um dia ruim em algo mais leve. Aromas de frutas vermelhas, bem clássicos nos Pinots. A acidez equilibrada e o tanino leve que se espera num Bourgogne. Valeu muito tê-lo conhecido.



Já o espumante "Les Amis Rosé Brut" eu achei simplesmente incrível. Fresco, com aquele "trim" que se espera de um brut, sem deixar de ter a leveza que se espera de um rosé. O doce na medida certa, sem aquela bala de cereja derretida que a gente encontra muito nos rosés por ai... Esse realmente combina com a estação que está chegando. Amo a primavera!



Depois do trabalho vem o descanso e eu escolhi o Bourgogne para acompanhar o jantar. Para harmonizar fizemos a receita de "Gratin Dauphinois"... Do filme, que se passa na França, "A 100 passos de um sonho", que está com uma fotografia incrível. Ficou perfeito. Quem quiser pode mandar email pedindo a receita que, como não é de família, posso passar! 
:)
Bom, para terminar eu queria voltar no assunto de modernidade. É muito cômodo essas coisas virtuais, mas não esqueça dos pequenos prazeres que a convivência social pode nos trazer. Marque jantares em casa, escolha um vinho na loja, ao invés de comprá-lo na internet... são pequenas coisas que podem nos encher de prazer e esse foi um dos motivos que achei bacana participar do Winebar da Expand, pois eles têm várias lojas, tanto em São Paulo, quanto em outras cidades, preservando este pequeno prazer.
Santé!

Um tour em Bourgogne, incrivelmente fantástico!

Se tu gostas de vinhos, deves imaginar o quanto saboroso pode ser fazer um tour de vinhos pela Bourgogne. Pois é, a França em si é um grande aprendizado, não é atoa que são os professores do mundo do vinho.




No entanto, se você resolver fazer uma viagem para lá é provável que não consiga 100% de aproveitamento, afinal a língua não ajuda muito. Por isso, a École des Vins da Bourgogne, juntamente com a Windows Travel Experience organizou um passeio, guiado, com verdadeiras aulas sobre os vinhos da região, em português.




São 9 dias de muito conhecimento, teórico e pratico, organizado de forma simples para facilitar o entendimento de um conteúdo que é difícil, até mesmo para os mais entendidos.
Visitas as melhores vinícolas da região, degustações orientadas, além de almoços e jantares harmonizados, com vinho e com paisagens dignas de filmes.



Além de tudo isso, no final ainda haverá uma aula sobre a gastronomia Bourguignonne num Château especial, e o prato principal será harmonizado com o Grand Cru de Romannée Saint-Vivant do Domaine de la Romannée Conti, safra 2000. Bem especial, né!? 
A viagem será em outubro e ainda tem um tempinho para organizar as contas e dar um jeito de participar dessa incrível experiência.
Leia mais informações, valores e programação completa aqui.
Santé

Um pouco mais sobre Bourgogne!

Para uma pessoa apaixonada por Pinot Noir, aprender sobre Bourgogne é um grande prazer. Já não é a primeira vez que tenho a oportunidade de ouvir o Franco-brasileiro, Jean Claude Cara, falar sobre esta região, e nada melhor que ouvir alguém falar sobre suas paixões.
O mais bacana é que nunca é igual, sempre consigo absorver algo diferente e cada vez que vou embora tenho mais certeza de que não conheço nada sobre esses vinhos tão fantásticos. O bom mesmo é que a gente "ama, porque ama" e não precisa conhecer tudo, ou ter um motivo para isso, então sigo amando meus Pinots.




Quando comecei a gostar de vinho, vivia numa realidade bem diferente, não fazia ideia de muitas coisas que agora são óbvias. Quando falamos em Bourgogne já ligamos, automaticamente, os seus vinhedos às uvas Pinot Noir (35%) e Chardonnay (49%). Além dessas, ainda encontramos 8% Gammay, 6% de Aligoté e 2% de uvas variadas, mas são percentagens tão pequenas que, em via de regra, podemos encher a boca para falar: Bourgogne é igual a Pinot e Chardonnay.
Outra coisa bem bacana e básica de se saber sobre esta região francesa é que podemos dividir seus vinhos em quatro tipos de AOCs (Appellations d'Origine Contrôlée). Os Regionales, os Villages, os Premier Crus e os Grand Crus. De um modo geral, eles estão descritos em ordem crescente de qualidade, mas isso só como uma regra geral mesmo, pois por vezes podemos encontrar Villages incrivelmente melhores. Tudo depende das safras e de todos as outras características que podem influenciar no vinho que vai para a garrafa.




Outra curiosidade "óbvia" é que quando falamos em vinhos de Bourgogne estamos falando em vinhos de guarda. Podemos dizer que é um "pecado" abrir uma garrafa de lá com apenas 3 ou 4 anos. Seus vinhos estarão no auge, em via de regra, com mais de 10 anos de guarda, isso sem falar nos famosos "Grand Crus" que poderão ser guardados por mais de 35, 40 anos. E aqui entra outra questão, estamos prontos para entender vinhos de guarda? Seus aromas terciários, não estão no nosso cotidiano e por isso nos parecem "estranhos", mas é uma experiência única prová-los. 
No curso tivemos a oportunidade de degustar 6 grandes vinhos (nenhum tão antigo assim, pois isso no Brasil custa muito caro, mas muito caro mesmo), foi muito gratificante. Com certeza foi nesta aula que consegui absorver a maior quantidade de informações sobre os vinhos de Bourgogne.
Todos os vinhos estavam incríveis, vou dar destaque à dois:




O Beaune Cent Vignes 1er Cru Louis Jadot é um vinho elegante, extremamente sofisticado, com aromas intensos e cativantes. Um leve toque de madeira e muito equilíbrio em boca. Algo perto da perfeição!




E o Charmes Chambertin Grand Cru, Domaine Taupenot - Merme, estava redondo, macio, com taninos equilibrados, acidez perfeita, aromas de frutas vermelhas maduras, com notas de couro. Um grande vinho, mas é daqueles que só se ganhasse na loteria, ai sim os teria na minha adega!





Agradeço ao Senac pela oportunidade e parabenizo-o pela escolha do curso, bem como ao BIVB (Bureau Interprofissionel des Vins de Bourgogne) por entender que nós brasileiros precisamos de mais informação e, claro, ao amigo, Jean Claude Cara, que além de ser um grande estudioso dos vinhos de Bourgogne é também um grande professor.
Santé!