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Château Talbot 1982


Beber um vinho não é nada fora do normal, mas provar um vinho que não faz parte da nossa realidade, pode ser sim um capítulo bacana do nosso aprendizado.
Eu tive a oportunidade de provar um Château Talbot 1982. 

Outubro Rosa. Rosés e amor próprio.

O mês de Outubro está a cada ano mais famoso em função do "Outubro Rosa". Eu acho sensacional, acho mesmo. 


Barons de Rothschild


A França com certeza é referência em vinhos. Professora de muitas técnicas que hoje são básicas para o mundo inteiro. 
Adoro escutar pessoas falando em francês, é glamouroso. Melhor ainda é quando elas falam português com sotaque, afinal assim eu posso além de admirar, entender. E para quem gosta de vinho ouvir alguém como Sr Philippe de Nicolay Rothschild falando sobre é sempre um enorme prazer.

Como não amar Champagne?



Eu sou daquelas pessoas que acredita que uma taça de Perlage pode sim melhorar um dia que parecia perdido, ou até mesmo trazer um pouco de alegria no auge de um dia triste. Se forem borbulhas de Champagne melhor ainda, mas, de verdade, eu acredito no "Santo Perlage", seja ele do espumante que for.

Terapia Alternativa


É, o país está em crise, as pessoas estão com dificuldade e a maioria dos meus conhecidos tem algo a reclamar da vida. Por essa e outras, nós, da Confraria da Terapia, não abrimos mão do nosso encontro mensal, afinal é nele que colocamos as fofocas em dia, que damos risada e que, principalmente, colocamos para fora tudo aquilo que está nos incomodando.

Little James Basket Press Rouge


Sabe aqueles dias que as 8 horas de trabalho mais parecem 18h? Fazemos tantas coisas que não da nem para acreditar que deu tempo para tudo. Isso não é motivação ou "vontade de", isso é necessidade. Precisamos trabalhar, precisamos cumprir prazos, precisamos que tudo dê certo no final do dia. Mas o melhor dessa história toda é que geralmente dá mesmo certo, e tudo que parecia impossível se resolve como num passo de mágica. É tudo deu certo, mas o cansaço mental está lá, nos atordoando, por isso nesses momentos o bom mesmo é encerrar o dia com chave de ouro e abrir um "vinhote".
Semana passada passei por um dia desses, de a gente pensar várias vezes na possibilidade de atirar tudo pro alto. Neste dia estava tão exausta que me deu vontade de voltar a ser criança, mas ai percebi que isso não seria possível então resolvi abrir uma garrafa de vinho, lado bom de ser adulto.
Escolhi o Little James Basket Press Rouge, um vinho trazido pela Winebrands para o Brasil. Feito 100% de Granache, ele apresenta aromas de frutas vermelhas, com notas de especiarias, principalemnte cravo e um toque de tabaco. Na boca ele é saboroso, equilibrado com taninos macios e boa acidez. O legal desse Francês é que ele não tem safra. É feito por um método que mistura a safra do ano com safras anteriores. Eu acho que além de dar constância ao vinho, também traz inovação para o mercado brasileiro, que por vezes se mostra retrógrado ao acreditar que vinho bom tem que ter safra, isso sem falar no fato de que o vinho é vedado por tampa no estilo screw cap, outro desafio que enfrentado no mercado deste país.

Enfim, o que importa mesmo é a gente seguir a vida. Porque quando a gente acorda no dia seguinte parece que tudo se resolveu e que todo estresse do dia anterior foi em vão.
C'est la vie.
Santé!

Grand Cru: um estilo de compra, ou uma compra com estilo?


Tem vezes que é muito prático e simples comprar vinhos pela internet, sou super a favor dessa geração online, onde conseguimos tudo com qualidade e segurança no conforto do nosso lar. 
Mas comprar vinhos pela internet não nos proporciona o incrível prazer de passear entre as prateleiras de uma loja, é praticamente uma volta ao mundo. Então, passa a ter conotações diferentes, não podemos comparar os dois atos. Um, é a compra propriamente dita, e o outro se torna um programa, algo que pode preencher uma tarde de bobeira.
Conheci alguns rótulos da Grand Cru, loja com vários endereços espalhados pelo Brasil, que super valem o passeio. 

Vinhos brancos para o inverno


De um modo geral as pessoas acreditam que vinho branco combina com o verão e que vinho tinto combina com o inverno. Além disso, também é comum a gente ouvir que vinho branco a gente tem que beber rápido e que vinho tinto a gente pode guardar uns anos. Isso tudo pode até ser uma forma bem ampla de pensar o vinho e não chega a estar errada, principalmente com os exemplares de vinhos brancos que o brasileiro está acostumado a tomar. Mas existem rótulos bem interessantes que vão de encontro a essas afirmativas.

Para brasileiros em Paris


A situação no Brasil não está fácil para ninguém, mas se tem uma coisa que o Brasileiro sabe fazer é de um limão uma limonada. Temos a consciência de que o que podemos levar desta vida são os momentos vividos e as lembranças que deixamos. Por isso, sabemos que viajar é sempre uma boa pedida, uma forma de aproveitar o que a vida tem de melhor. Por isso, junta daqui, guarda dali, deixa de comprar aquilo e pronto conseguimos juntar um dinheirinho para dar um pulinho em qualquer lugar, seja dentro do estado, do país ou até mesmo pelo resto do mundo.

Cantu Importadora lutando pelo consumo consciente de vinho


A importadora Cantu está aumentando seu portifólio, com foco no crescimento saudável e organizado da empresa. Por isso, existe todo um cuidado em escolher os novos produtores para compor sua carta de vinhos. 
Fui conhecer alguns desses produtos e separei 3 vinhos especiais para compartilhar aqui no Château de Jane. 



Primeiro, um Bordeaux custo x beneficio perfeito. Um vinho clássico, daqueles que a gente diz ter aroma e sabor de vinho. O Franc Beauséjour Bordeaux é um corte clássico de Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Apresenta aromas de frutas vermelhas com um toque de especiarias. Na boca, se mostra redondo, com taninos macios e boa acidez. Um vinho fácil de beber a qualquer hora, harmonizando com uma carne vermelha leve ou até mesmo apenas com um bom bate papo. O vinho custa cerca de R$50,00.



Continuando na França, o Château Haut-Myles Médoc é um assemblage de Merlot e Cabernet Sauvignon. Muito aromático ele apresenta no nariz frutas negras com um toque de terra e chocolate. Na boca, ele é elegante, com taninos intensos e equilibrados. O vinho custa cerca de R$110,00.



Por último um pulo em Portugal. O Poças Reserva Douro 2009, é um vinho muito especial, feito apenas em safras sensacional que gerem um vinho perfeito, conforme as expectativas do enólogo. Aromas de frutas maduras com um toque de especiarias, pimenta principalmente. Na boca é elegante, redondo e sofisticado. Um verdadeiro carinho. 


Enfim, conhecer vinhos novos é sempre muito bacana, principalmente quando percebemos que a empresa busca o bem comum do vinho, claro que é preciso pensar no capital e no negócio como um todo, mas empresas que vêem o consumo do vinho como principal objetivo, tem a minha admiração. 
Santé!

Il Piano Bar e Trebbiano restaurante


Ambos ficam no L`hotel, em São Paulo, bem pertinho da paulista. O bar oferece uma carta de brinks tradicionais com algumas opções personalizadas feitas pelo barman Stica
Eu escolhi dois drinks do cardápio para provar.

Reunião dos amigos da Mercovino


Semana passada a Mercovino apresentou parte de seu portifólio e suas novidades para seus clientes e amigos e, claro, fui conferir de pertinho, afinal me considero uma cliente e amiga e não poderia faltar.

A festa de Beaujolais Nouveau

Ontem, 20 de novembro, foi dia de festa. Aqui no Brasil celebramos o dia da consciência negra. Importante data, visto que não são cotas que farão diminuir o preconceito, precisamos sim de consciência. Consciência de que todos os seres humanos, são apenas seres humanos e que o que nos difere uns dos outros são os nossos valores, experiências de vida e, sobretudo, nosso caráter.



Pois na França o dia de ontem também foi comemorado, mas porque, sendo a 3º quinta-feira do mês de novembro, foi dia da festa dos Beaujolais Nouveau. Para quem não sabem, estes são vinhos feitos com a uva Gamay e devem ser consumidos muito jovens. O mais diferente é que eles têm data certa para chegar ao mercado: dois meses após a sua colheita, justamente nesta época do ano.
Esses vinhos são extremamente frutados, com muita fruta vermelha fresca, sendo que a framboesa normalmente se destaca. Além disso, eles têm boa acidez, frescor e baixo teor alcóolico. A partir do seu sabor podemos defini-los com uma palavra: ALEGRIA



Aqui no Brasil não encontramos muitas opções de Beaujolais Nouveau, mas na Interfood, você encontra o Georges Duboeuf Beaujolais Nouveau 2014, que acabou de chegar no mercado. Ele é super fresco, com muita framboesa no aroma e na boca ele super diz a que veio. Adorei! Ano que vem quero mais.
Se quiseres experimentar, corre, pois eles têm vida útil muito curta, por isso cuidado com a safra na hora de comprar.
Então, seja pelo motivo que for, o importante é sempre termos razões para celebrar...
Santé!

Degustação online: unindo amigos de vários cantos do Brasil.

Participei na última terça-feira do Winebar, patrocinado pela importadora Expand.
Para quem não sabe, o Winebar é uma degustação online, onde algumas pessoas recebem os vinhos em casa antes para degustarem juntas. Pois é, isso só é possível porque a modernidade realmente tomou conta de nós. Lembra quando falávamos de "vida real" e "vida virtual"? Agora a VIDA é uma só e ponto.
Foi super bacana, saber as opiniões das minhas amigas, Ju e Fabi Gonçalves e Evelyn Fligeri , que estão em Niterói, Recife e São Paulo. Claro que os homens também deram sua contribuição, mas aproveito para citar as mulheres, pois estou com meu lado feminino super aflorado hoje.
Então, voltando aos vinhos. Degustamos três vinhos de diferentes regiões da França. Todos "Les Amis", marca que reúne produtores de diversos lugares em prol do resultado.
Vou começar de traz para frente que já aproveito para colocar em ordem, deixando o que mais gostei para o "Grand Finale".



O "Vin de Bordeaux Les Amis 2010", é um vinho com aromas de frutas, eu senti groselha, mas teve gente que sentiu bastante fruta negra, não sei. Na verdade, o que mais me chamou atenção nele foi sua elegância, pois ele não tem aquela potência que se espera de um grande Bordeaux. O vinho retrata a classe de um autêntico francês.


O "Bourgogne Pinot Noir Les Amis" estava simplesmente um luxo. O preço é um pouco salgadinho, mas acho que a palavra Bourgogne é uma das coisas que pesa nesse rótulo. O vinho é puro glamour. Daqueles vinhos que transformam um dia ruim em algo mais leve. Aromas de frutas vermelhas, bem clássicos nos Pinots. A acidez equilibrada e o tanino leve que se espera num Bourgogne. Valeu muito tê-lo conhecido.



Já o espumante "Les Amis Rosé Brut" eu achei simplesmente incrível. Fresco, com aquele "trim" que se espera de um brut, sem deixar de ter a leveza que se espera de um rosé. O doce na medida certa, sem aquela bala de cereja derretida que a gente encontra muito nos rosés por ai... Esse realmente combina com a estação que está chegando. Amo a primavera!



Depois do trabalho vem o descanso e eu escolhi o Bourgogne para acompanhar o jantar. Para harmonizar fizemos a receita de "Gratin Dauphinois"... Do filme, que se passa na França, "A 100 passos de um sonho", que está com uma fotografia incrível. Ficou perfeito. Quem quiser pode mandar email pedindo a receita que, como não é de família, posso passar! 
:)
Bom, para terminar eu queria voltar no assunto de modernidade. É muito cômodo essas coisas virtuais, mas não esqueça dos pequenos prazeres que a convivência social pode nos trazer. Marque jantares em casa, escolha um vinho na loja, ao invés de comprá-lo na internet... são pequenas coisas que podem nos encher de prazer e esse foi um dos motivos que achei bacana participar do Winebar da Expand, pois eles têm várias lojas, tanto em São Paulo, quanto em outras cidades, preservando este pequeno prazer.
Santé!

Um tour em Bourgogne, incrivelmente fantástico!

Se tu gostas de vinhos, deves imaginar o quanto saboroso pode ser fazer um tour de vinhos pela Bourgogne. Pois é, a França em si é um grande aprendizado, não é atoa que são os professores do mundo do vinho.




No entanto, se você resolver fazer uma viagem para lá é provável que não consiga 100% de aproveitamento, afinal a língua não ajuda muito. Por isso, a École des Vins da Bourgogne, juntamente com a Windows Travel Experience organizou um passeio, guiado, com verdadeiras aulas sobre os vinhos da região, em português.




São 9 dias de muito conhecimento, teórico e pratico, organizado de forma simples para facilitar o entendimento de um conteúdo que é difícil, até mesmo para os mais entendidos.
Visitas as melhores vinícolas da região, degustações orientadas, além de almoços e jantares harmonizados, com vinho e com paisagens dignas de filmes.



Além de tudo isso, no final ainda haverá uma aula sobre a gastronomia Bourguignonne num Château especial, e o prato principal será harmonizado com o Grand Cru de Romannée Saint-Vivant do Domaine de la Romannée Conti, safra 2000. Bem especial, né!? 
A viagem será em outubro e ainda tem um tempinho para organizar as contas e dar um jeito de participar dessa incrível experiência.
Leia mais informações, valores e programação completa aqui.
Santé

O mundo dos Chablis #CBE

O tema deste mês da CBE - Confraria Brasielira de Enoblogs - foi Chablis, eu estou atrasada, mas o que vale é não deixar de escrever, né colegas?!
Vamos lá...
Você já deve ter ouvido falar nos vinhos de Chablis? Provavelmente sim, pois são vinhos famosos no mundo inteiro. E se já escutastes falar, ou já provastes algum, sabes exatamente o que isso quer dizer?
Quando falamos em vinhos europeus toda a nomenclatura que conhecemos aqui, no novo mundo, cai por terra, afinal lá são as regiões que definem os vinhos, aqui temos o hábito de defini-los através das uvas.
Pois bem, Chablis é sinônimo de Chardonnay!




São dividido em:
Petit Chablis com 18% da produção, vinhos famosos pelo frescor e descontração, são mais jovens, perfeitos para acompanhar petiscos numa tarde de sol.
Os Chablis, com a maioria, 66% da produção, talvez por isso sejam os mais conhecidos, são vinhos frescos, frutados, com potencial de guarda, com mais estrutura e volume na boca. Eu diria que são perfeitos para um jantar entre amigos acompanhando um belo prato de frutos do mar.
Chablis Premier Cru, com 14% da produção são vinhos de guarda, mais vibrantes e bem minerais, que combinariam perfeitamente com uma daquelas paisagens incríveis de filmes.
E os Chablis Grand Cru, com apenas 2% da produção, são especialíssimos, vinhos delicados, volumosos, envolventes, com um toque de flores. Vinhos com uma capacidade de guarda inacreditável para nós brasileiros. Afinal aqui aprendemos que vinhos brancos com mais de 5 anos, é melhor nem comprar... Pois bem, esses são diferentes, brancos mais velhos merecem o mesmo respeito que os grandes vinhos de guarda do mundo.




Participei de uma aula do Senac em parceria com o BIVB (Bureau Interprofissionel des Vins de Bourgogne). O Professor Jean Claude Cara ensinou peculiaridades sobre esses líquidos preciosos e, no final da aula, provamos vinhos simplesmente incríveis, que me deram um verdadeiro panorama do que posso sonhar em ter nas minhas taças de vinho branco.
Santé!

Fondue e inverno, oba!!

Eis que o povo fala em inverno e já pensa de imediato naquela cena clássica: uma lareira, uma teça de vinho tinto e uma panela de fondue de queijo. 



Realmente parece um cenário perfeito, mas vamos aos fatos: não tenho lareira em casa e a melhor opção para um fondue de queijo é uma bela taça de vinho branco.
Resolvi pintar esta tela neste final de semana e, para ser sincera, com o frio de São Paulo a lareira não fez falta alguma e o vinho branco harmonizou perfeitamente com o fondue de queijo.



Abri uma garrafa do La Vieille Ferme Blanc, um vinho bem aromático, com destaque para frutas brancas e um toque de castanhas. Na boca ele é macio, equilibrado e um pouco amanteigado. Super gostosinho.
Quebre paradigmas! Desde quando vinho branco só combina com verão?
Experimente, ouse, curta, viva e seja feliz.
Santé!

Um pouco mais sobre Bourgogne!

Para uma pessoa apaixonada por Pinot Noir, aprender sobre Bourgogne é um grande prazer. Já não é a primeira vez que tenho a oportunidade de ouvir o Franco-brasileiro, Jean Claude Cara, falar sobre esta região, e nada melhor que ouvir alguém falar sobre suas paixões.
O mais bacana é que nunca é igual, sempre consigo absorver algo diferente e cada vez que vou embora tenho mais certeza de que não conheço nada sobre esses vinhos tão fantásticos. O bom mesmo é que a gente "ama, porque ama" e não precisa conhecer tudo, ou ter um motivo para isso, então sigo amando meus Pinots.




Quando comecei a gostar de vinho, vivia numa realidade bem diferente, não fazia ideia de muitas coisas que agora são óbvias. Quando falamos em Bourgogne já ligamos, automaticamente, os seus vinhedos às uvas Pinot Noir (35%) e Chardonnay (49%). Além dessas, ainda encontramos 8% Gammay, 6% de Aligoté e 2% de uvas variadas, mas são percentagens tão pequenas que, em via de regra, podemos encher a boca para falar: Bourgogne é igual a Pinot e Chardonnay.
Outra coisa bem bacana e básica de se saber sobre esta região francesa é que podemos dividir seus vinhos em quatro tipos de AOCs (Appellations d'Origine Contrôlée). Os Regionales, os Villages, os Premier Crus e os Grand Crus. De um modo geral, eles estão descritos em ordem crescente de qualidade, mas isso só como uma regra geral mesmo, pois por vezes podemos encontrar Villages incrivelmente melhores. Tudo depende das safras e de todos as outras características que podem influenciar no vinho que vai para a garrafa.




Outra curiosidade "óbvia" é que quando falamos em vinhos de Bourgogne estamos falando em vinhos de guarda. Podemos dizer que é um "pecado" abrir uma garrafa de lá com apenas 3 ou 4 anos. Seus vinhos estarão no auge, em via de regra, com mais de 10 anos de guarda, isso sem falar nos famosos "Grand Crus" que poderão ser guardados por mais de 35, 40 anos. E aqui entra outra questão, estamos prontos para entender vinhos de guarda? Seus aromas terciários, não estão no nosso cotidiano e por isso nos parecem "estranhos", mas é uma experiência única prová-los. 
No curso tivemos a oportunidade de degustar 6 grandes vinhos (nenhum tão antigo assim, pois isso no Brasil custa muito caro, mas muito caro mesmo), foi muito gratificante. Com certeza foi nesta aula que consegui absorver a maior quantidade de informações sobre os vinhos de Bourgogne.
Todos os vinhos estavam incríveis, vou dar destaque à dois:




O Beaune Cent Vignes 1er Cru Louis Jadot é um vinho elegante, extremamente sofisticado, com aromas intensos e cativantes. Um leve toque de madeira e muito equilíbrio em boca. Algo perto da perfeição!




E o Charmes Chambertin Grand Cru, Domaine Taupenot - Merme, estava redondo, macio, com taninos equilibrados, acidez perfeita, aromas de frutas vermelhas maduras, com notas de couro. Um grande vinho, mas é daqueles que só se ganhasse na loteria, ai sim os teria na minha adega!





Agradeço ao Senac pela oportunidade e parabenizo-o pela escolha do curso, bem como ao BIVB (Bureau Interprofissionel des Vins de Bourgogne) por entender que nós brasileiros precisamos de mais informação e, claro, ao amigo, Jean Claude Cara, que além de ser um grande estudioso dos vinhos de Bourgogne é também um grande professor.
Santé!

A professora "França"!

A verdade é que o Brasil está crescendo muito na produção de vinhos bacanas, faz uns anos que a gente tem produzido muita coisa de qualidade. Acho que o desenvolvimento, tanto na infraestrutura, quanto nas escolas de enologia do país ajudaram o mercado nacional.
Estamos no inicio de um caminho muito longo, mas podemos buscar nos países do velho mundo exemplos e ensinamentos para evoluir cada vez mais.
O mês passado foi bastante agitado para o mundo dos vinhos, tivemos vários eventos e degustamos várias coisas bem bacanas. Pois bem, na Expovinis fui em dois produtores franceses que só precisam mesmo manter a qualidade para continuar uma longa história de sucesso.
De todos vinhos que tomei selecionei dois de cada um para não ficar um texto muito longo.



O Menetou-Salon, Les Criottes, um vinho fresco e alegre, mas sem perder a seriedade. Ele apresenta um pouco de frutas cítricas, flores e notas de temperos que o tornam um vinho incrível daqueles para transformar nossa vida em uma série de momentos muito felizes. 



O Les Boires Chinon, também é um vinho fantástico, alegre, mas este já é bem mais complexo. Cabernet Franc com estilo de Cabernet Franc. Eu sou fã desta uva, que consegue suavidade e complexidade no mesmo mesmo. Este, em especial, tem bastante fruta madura e um toque de especiarias. Sensacional. 



O Château La Croix Bellevue 2009 é um vinho com taninos elegantes e muito equilíbrio. Notas de cassis, café e chocolate são o seu diferencial. Super definidos conseguem nos remeter a memórias olfativas de prazer, pois só nos remete a coisas boas. Um vinho muito intenso, que pode ser guardado por um tempo na adega, pois, apesar de 2009, ainda tem uns anos de guarda.



O Clos Dubreuil 2011 é um corte de Merlot e Cabernet Franc com notas de chocolate e frutas negras. Em boca, se apresenta macio e suculento, apesar de estar muito novo e, por isso, deixar transparecer um pouco do álcool é um vinho que com certeza irá permanecer na adega bastante tempo antes do seu auge.

Enfim, infelizmente esses vinhos ainda não estão no Brasil, mas quem sabe um importador esperto não os descobre e traz para que os brasileiros tenham mais essa delícia para seus momentos de felicidade.
Santé!

Cotês du Rhone em grande estilo!

As vezes a gente não quer nada. Não quer uma comida elaborada, não quer um programa cheio de amigos, só quer ficar de bobeira com alguém especial (ou sozinho), num momento especial.
Outro dia eu estava com este espirito, de esvaziar a mente e ficar de bobeira, com meu namorado, e uma taça de vinho.
Eis o escolhido:




O Clos Bellane, Côtes du Rhone 2010, é um vinho leve, agradável e muito elegante. Fiquei feliz, pois o equilíbrio do vinho completou o meu momento, no qual a idéia era essa mesmo, "deixar o tempo passar".
Eu gosto muito dos vinhos desta região da França, acho que Côtes du Rhone, Provence e Bourgogne serão os meus primeiros destinos na França, no dia em que eu resolver carimbar meu passaporte para a terras mai glamourosas do mundo.
Até lá, sigo saboreando essas delícias por aqui mesmo.
Santé!