O prazer de cozinhar!

Em junho, tive a oportunidade de conversar com a chef Lola Vinagre, uma portuguesa que mora no Brasil e é apaixonada pelo prazer de cozinhar. Ela me encantou com sua simplicidade, simpatia e carisma especial.
Hoje, ela é a Chef no Restaurante Trindade, em São Paulo, super vale a pena conhecer, pois sua comida é sensacional e o ambiente agradabilíssimo.



Segundo a Chef, sempre que ela pensa em um prato novo, ela já tenta imaginar quais as alternativas de vinhos para possíveis harmonizações, afinal os clientes precisam ter opções na hora de fazer o pedido.
Conversando com ela, achei algo em comum comigo. Ambas tomamos todos os dias uma taça de vinho, salve as exceções, é claro!



Quando perguntei qual o "seu vinho", ela foi rápida em responder: Esporão Reserva Tinto, um vinho com bom corpo e aromas intensos de madeira. 


Uma portuguesa escolhendo um vinho português, se eu fosse questionada numa situação parecida citaria um brasileiro, O "Qu4tro", claro! E viva o bairrismo!
Segue uma receitinha da Chef:

GRAVLAX DE SALMÃO AO VINAGRETE DE ERVAS FINAS
(Atenção: receita para 15 porções!!!)

Ingredientes:
- 1 lombo inteiro de salmão (1 Kg)
- 100g sal grosso
- 150g de açúcar
- 1 limão
- 1 ramo de coentro

Modo de preparo:
Misture o sal, o açúcar, o coentro e o suco do limão. Deixe o Salmão marinar por 48 horas no tempero. UM vez curtido, limpar e cortar em fatias.

Para o Vinagrete:
- 2 ramos de coentro
- 2 ramos de hortelã
- 2 tomates
- 100ml de azeite extra virgem
- 2 cebolas roxas

Modo de preparo:
retire a pele e as sementes dos tomates e corte em cubos, picar as cebolas. Reserve. Picar as ervas e misturar com o azeite e juntar o tomate e a cebola. Misture bem e coloque junto ao salmão.

Não é receita pra mim, afinal eu não tenho paciência para esperar 48 horas, mas quem quiser fazer, com certeza vai ficar incrível.
Adorei o bate-papo, obrigada à Lola pelo tempo que passamos juntas.
Santé

Meu próximo destino: South Africa

Seguindo a série "volta ao mundo sem sair de São Paulo", hoje é dia de fazer um tour através dos vinhos da África do Sul.




Antes de começar a citar os vinhos saborosos que degustei, queria falar um pouco sobre o bate papo que tive com o gerente de marcado da "Wines of South Africa", Matome Mbatha. Falamos sobre a preocupação em produzir vinhos com a qualidade necessária para e ser respeitado e competitivo no mercado mundial.
De toda nossa conversa o que mais me chamou atenção foram as semelhanças entre a gente. Começando pela simpatia e alegria que é tão contagiante quanto a nossa. Além disso, a cultura do vinho também está começando a se desenvolver e ganhando espaço nas mesas de bares que antes era frequentada apenas por garrafas de cerveja e whisky.
Fora isso outra coisa que temos em comum com a África do Sul é a Copa do Mundo. Segundo Mbatha, o consumo interno de vinhos aumentou 30% após os investimentos na divulgação do rótulo oficial da competição. O Brasil também tem seu vinho para o evento, será que saberá investir da forma correta para obter os mesmos resultados positivos? Veremos.

Bom, vamos aos vinhos, pensei em uvas ícones e vinhos com algum significado, ai vão eles:




O vinho da Copa da África do Sul foi da vinícola Nederburg, mas não tive a oportunidade de degustá-lo, no entanto, eles estão entrando no mercado com vinhos de qualidade e custo baixo. A linha Foundation promete trazer novos adeptos ao hábito de beber vinhos e já está sendo comercializada no Brasil.




O Spice Route, é 100% Mouvèdre um vinho equilibrado que passa por barrica para adquirir o corpo e intensidade ideais. Aromas contagiantes, macio e redondo. Um vinho que agradaria a maioria dos paladares.  




O Spencer Bay Pinotage, um varietal completo, extremamente saboroso, aromático e com perfil para uma comemoração incrível.




"The FMC" é 100% Chenin Blanc, aromático, gostoso e extremamente especial. Um vinho branco com madeira que é puro sabor, eu diria que é um branco para a vida toda.




Gabrielskoof Shiraz 2009 é um vinho cheio de especiarias, bem aromático, intenso e complexo. Ele é um corte que leva mais de 85% de Shiraz, mas que também tem Mouvèdre e Viognier em sua composição. 



Antes de terminar, gostaria de falar sobre umas analogias legais que o Mbatha fez com relação aos vinhos e aos animais da África do Sul.
Cabernet Sauvignon = Elefante (pois é forte e grande, assim como o sabor intenso do vinho e a taça grande que se utiliza para melhor degustá-lo.)
Espumante = Girafa (Elegante como a bebida e comprida como sua taça.)
Pinot Noir = Hipopótamo (vive na água e na terra, assim como a uva Pinot que é tinta, mas se comporta como branca em algumas ocasiões, além de ser "redondo" como a taça adequada para desgustar um belo Pinot.)
Adorei, nunca havia parado para pensar...
Fiquei apaixonada, agora vou começar a programar minha próxima viagem que, com certeza, será para África do Sul.
Santé!

Um bom vinho pede uma comida especial!

Existe diferença entre comer para sobreviver e comer por prazer, é preciso saber diferenciar os dois momentos. Ambos são importantes, afinal, não podemos nos dar ao luxo de todos os dias procurar pratos gourmets para as refeições, tanto por tempo, quanto por dinheiro. Mas este é um hábito que, quando praticado, pode servir até mesmo como uma terapia. Cozinhar não é diferente, também se encaixa em ambos os momentos.



Semana passada fui na Escola das Artes Culinárias Laurent. Lá conversei com o Chef Laurent Suaudeau e descobri que a serenidade é um ingrediente especial na elaboração dos pratos. Gastronomia é uma arte e, como em todas as artes, temos ou não aptidão para praticá-la.
Este grande chef começou cedo, por vocação mesmo, aos 14 anos de idade. Veio para o Brasil, aos 23 anos, para representar o chef Paul Bocuse, grande chef francês, por 6 meses no restaurante do hotel Méridien, no Rio de Janeiro, e acabou conhecendo sua esposa, se apaixonou por ela e pelo nosso país.
Laurent sempre teve o dom de ensinar e no ano 2000 realizou seu sonho e abriu sua escola.



Segundo ele, Estudar gastronomia requer algumas características básicas como paciência, capacidade gestual, leveza nas mãos, postura e disciplina. Para se tornar um grande chef é preciso de 5 à 10 anos, estudar é imprescindível, mas é na prática que aprendemos a verdadeira arte de cozinhar.




O público da escola é, na maioria de profissionais do setor, chefs de restaurantes com o objetivo de especialização, mas existem pessoas que entram por hobby, para essas pessoas o Chef sugere começar pelo módulo inicial, de higienização, receptivo, molhos e caldos básicos que podem ser usados para diversos fins.
Uma das coisas que o deixa feliz é saber que está contribuindo para melhorar todo o setor no Brasil, pois tenta passar aos seus alunos que o carácter como indivíduo é importante para se tornar um profissional respeitado e completo.




Quanto às panelas e equipamentos modernos que existem, o Chef deixou claro que são bons, mas que o imprescindível é uma cozinha limpa e organizada, isso todos nós podemos ter, independente da conta bancária, não é?
Então, fiquei com vontade de aprender mais, afinal uma pessoa apaixonada por vinho, como eu, tem que saber mais sobre gastronomia, pois um bom vinho pede uma comida especial.
Santé!

Cortes e varietais especiais do Tejo

Se nos últimos dias tenho degustado vinhos de diversos países, na quarta-feira passada, dia 26 de junho, fiz uma viagem mais específica e pude aprender mais sobre o Tejo, região de bons vinhos em Portugal.




O bom de experimentar vinhos de apenas uma região é poder assimilar melhor o que aquele lugar representa e poder perceber a importância do terroir (tudo que envolve clima e natureza), na sua produção.

O Tejo tem diversos vinhos varietais e cortes, sendo alguns muito especiais que misturam uvas portuguesas com uvas tradicionais do mundo todo.




Nesta oportunidade participei de uma degustação orientada muito legal. Provamos 14 vinhos especiais, bem diferentes entre si, mas o mais interessante foi poder conhecer os produtores e ouvir o que cada um tinha para passar sobre seus produto. Quer forma melhor de aprender? 

Dos que degustamos destaco três, por "n" motivos:




O "Vila Jardim", um corte de Syrah, Merlot e Aragonês. Equilibrado, aromático, com taninos macios, perfeito para aquelas ocasiões que a gente usa o vinho como desculpa para passar horas com amigos sem maiores preocupações.





O outro foi o "5° Elemento", um vinho 100% Cabertnet Sauvignon. Sim, um varietal de Cabernet em pleno Tejo. Segundo a produtora, este foi escolhido em função da conhecida tendência dos brasileiros a amarem os "Cabernets". Eu preciso ser sincera,no primeiro momento eu estranhei por não ser aquele monte de uvas que estamos acostumados a encontrar nos vinhos portugueses, mas depois de prová-lo posso afirmar que não senti falta. Ele tem corpo e taninos ideais, além de um excelente aroma. Um vinho que apesar de ser Cabernet Sauvignon tem um "adocicado" no final, mas digo isso no bom sentido, não vão entender errado. O vinho é tri bom!





Por último queria falar do "Casa Cadaval" um vinho elaborado 100% com a uva Trincadeira Preta. Encorpado, complexo, com um quê de café bem interessante. Esta uva é muito difícil de cultivar, por isso temos que dar o devido valor a quem nos presenteia com esse néctar tão saboroso e especial. Ele não é um vinho para o dia-a-dia, mas vale qualquer momento importante.


Enfim, tentei pegar um corte misturado e dois varietais bem diferentes.

Sigo descobrindo os vinhos que irão protagonizar as histórias da minha vida!
Santé!

Degustando o que a Argentina tem de melhor!

A feira da Argentina foi a mais esperada por mim, afinal tenho, cada vez mais, um carinho especial pelos hermanos, exceto no futebol, é claro.




O Grand Tasting Argentina 2013 aconteceu no Unique, na quinta-feira dia 27 de junho. Com vários destaques que eu gostaria de ressaltar. Vou enumerá-los para ficar mais objetivo:




1º) Um público selecionado, 99% de trade, pessoas que realmente queriam aprender mais sobre os vinhos argentinos.




2º) Um palestrante simpático, inteligente que conseguiu passar de forma objetiva e muito agradável mais detalhes sobre os vinhos argentinos. Parabéns ao Jorge Riccitelli, enólogo da Bodega Norton, pela apresentação descontraída.




3º) Os Wine Walks, passeios temáticos guiados por enólogos argentinos que selecionaram diversos vinhos incríveis para mostrar a diversidade da Argentina, sim porque a Argentina é muito mais que Malbecs, apesar de ser ótima neles.




4º) Comidinhas especiais e caprichadas, simplesmente de se comer com os olhos.




5º) Faltando uma hora para acabar o evento me transformei de fotógrafa em blogueira e parti para meu último destaque: o meu “personal Wine Walk”. Tive uma guia muito especial, a Lucila Pescarmona, da Bodega Lagarde, que além de entender de vinhos é uma ótima companhia por já ter se tornado amiga. Seguem meus favoritos:

O Lagarde Semillón 1942, especial mesmo, que poucos tiveram a oportunidade de degustar, um vinho de guarda, com aromas e sabores bem característicos, que fazem qualquer gole virar um momento a ser lembrado para sempre.


O Domínio del Plata - Nosotros 2007,  um Malbec que me surpreendeu. Achei um vinho redondo, daqueles que não faltam adjetivos. Perfeito, aromático, equilibrado, complexo... Me encantó el vino



O Felix 2007, foi outro vinho que gostei muito, primeiro, porque estava macio e sedoso, segundo, pelos aromas intensos e incríveis, que só podiam ser resultantes da mistura de Malbec com Tannat. Adorei a dica! 


O Decero Petit Verdot 2010, também merece destaque, passei a feira inteira ouvindo comentários sobre ele e quando fui experimentar, não me decepcionou, estava uma delícia.

A maioria dos vinhos que experimentei não são vinhos para o consumo regular, mas foi um prazer poder desfrutar de tanta coisa boa.


Equipe da Wofa: Carolina Tonnelier, Déco Rossi e Magdalena Pesce.
Para terminar, gostaria de agradecer à equipe da Wines of Argentina pela oportunidade e parabenizá-los pelo sucesso do evento, junto da equipe da Fernanda Fonseca, que ajudou a receber os convidados de forma exemplar.
Santé!

Vinhos por menos de R$50,00!

Diversidade: palavra em alta hoje em dia, afinal temos um leque gigantesco de opções, informações e tudo mais que a, já antiga, globalização nos trouxe.



Os "Vinhos de Portugal" escolheram este tema para a feira que aconteceu no dia 25 de junho, no Hotel Tivoli, Al. Santos 1437. Apreciar a diversidade dos vinhos de Portugal foi a proposta desta feira, mostrando que devemos esquecer o que é comum e apreciar o que é único.




Cheguei e fui direto para a Masterclass, apresentada por Dirceu Vianna Jr. Degustamos 6 vinhos bem diferentes, para dar uma breve amostra do que encontraríamos no evento. 




Todo país possui vinhos clássico incríveis, mas é muito gostoso arriscar e descobrir novidades. Neste caso, concordo em deixar o clássico para curtir novas sensações.



Um dos vinhos que degustamos, abriu-me os olhos para algo que vivo repetindo, não é o preço que faz o vinho. Experimentamos um de R$ 28,00, importado pela Costazzurra que estava simplesmente maravilhoso, não é aqueles vinhos "pura madeira" com uma força absurda, mas é um vinho com taninos agradáveis, perfumado, delicado, perfeito para regar uma super reunião com vários amigos, afinal, esse preço já deixa qualquer um feliz. O "Confidencial" é feito com mais de 10 uvas e este assunto é mesmo super confidencial, não posso ajudar nisso! 




Depois subimos para a feira. Aí, já estava disposta a escrever sobre vinhos custo x benefício. Vinhos prontos para serem consumidos em diversas situações.
Selecionei mais 2 rótulos que cabem perfeitamente na descrição.



O primeiro foi o "Pacato 2010", um vinho fácil na boca, que me conquistou pelo equilíbrio entre o aroma e o sabor. O preço? R$36,00. Perfeito, né?! Pra ser sincera, me surpreendi quando soube o valor, ele é importado pela Winebrands. Além disso, adorei o rótulo, me bateu uma preguiça gostosa na mesma hora.



Na sequência citaria o "Romeira Colheita Selecionada", um vinho que eu já conhecia e gosto bastante. Ele custa em torno de R$45,00 e é importado pela Domno. Você pode encontrá-lo na Specialitá, em São Paulo e na Serrado Vinhos, no Rio. 

Não é preciso gastar demais para ter muito sabor na taça. Vou continuar procurando outros rótulos legais pra gente.
Santé!

A comida italiana do Attimo é a dica da Jane Prado (by Papo de Vinho)

Seguindo a série "restaurantes que não podemos deixar de conhecer em São Paulo", hoje quero apresentar para vocês o Attimo.



Um ambiente agradabilíssimo, com atendimento impecável, uma carta de vinhos sensacional e a comida ítalo-caipira mais saborosa que já comi. 



O responsável é o chef Jefferson Rueda, especialista em fazer coisas deliciosas.
O nome Attimo, quer dizer "momento" em italiano, e realmente o nome é super apropriado, afinal lugares interessantes geram momentos especiais.



De entrada comemos Carpaccio de Camarão, nada convencional, super saboroso que harmonizou perfeitamente com um Torrontés argentino.



Como prato principal uma paleta de cordeiro com massa fresca e legumes, perfeito para acompanhar um Cabernet Sauvignon com Malbec, intensidade e aromas na medida certa!
Preciso dizer, num surto de qualquer coisa, de sobremesa pedi apenas um cafezinho, será que estava doente?
O Restaurante fica na rua Diogo Jácome, 341, pertinho do parque Ibirapuera, você precisa conhecer.
Santé!