"Dress Code": Bordô

Há um tempo tive a oportunidade de conversar com uma pessoa louca por vinho. O mais legal foi ver que nosso bate papo foi repleto de glamour, isso não somente porque o vinho já é o próprio requinte, mas também pela pessoa com quem conversei, que cheia de classe passou um tempo jogando papo fora comigo.
Enfim, conversei com a Cozete, sim uma das integrantes do Reality Show "Mulheres Ricas". O que ela tem a ver com o Château de Jane? O amor pelo vinho.
Em primeiro, já de cara ela chamou a minha atenção, estava vestida toda de bordô e quando perguntei se ela gostava da cor, a resposta foi instantânea, "é em homenagem a um Bordeaux que tomei ontem." ADOREI!!!



Fala sério, nunca imaginei que alguém fosse escolher sua roupa pensando num vinho, vou ter que comprar um vestido pra mim na cor "Pinot Noir"... definida a próxima compra da Jane!

Então, continuamos conversando e ela me falou que gosta de tomar uma taça por dia para a saúde do seu coração. Super apoiada, também tento tomar uma taça por dia, assim como os médicos indicam, excessos só em ocasiões especiais.



Quando perguntei seu vinho mais especial, fui surpreendida com uma resposta que muitos gostariam de dar: "Ainda não tomei, mas está em casa aguardando o dia do meu casamento, o Châteu Petrus". Boa resposta! Se eu tivesse muito dinheiro, certamente este seria um prazer que eu me daria.
Enfim, gostei de conversar com alguém que gosta de um bom vinho e que acima de tudo sabe apreciá-lo.
Santé!

Vinhos precisando de importador.

Eu sei que meu blog é para leigos apaixonados por vinhos e que importadores não são meu leitores assíduos, pelo menos não que eu saiba, mas resolvi escrever mesmo assim, vai que algum deles acaba lendo?!
Mês passado experimentei uns vinhos que gostei muito, mas que ainda não estão disponíveis no Brasil, infelizmente. Na oportunidade, conversei com as donas de duas vinícolas portuguesas e me encantei com ambas. Bem diferentes entre si, mas com uma coisa em comum o fato de quererem entrar no mercado brasileiro. 




A vinícola "Azamor", da região do Tejo, faz vinhos complexos no estilo francês. Eles buscam, através de cortes entre uvas portuguesas e tradicionais, produzir vinhos equilibrados que agradem ao paladar da maioria, sempre pensando que um vinho deve servir para mais de um momento, e, principalmente, que um vinho pode "ser" o momento.
Eu gostei de dois vinhos deles em especial:




Azamor Petit Verdot 2009, um vinho feito com um toque de syrah. Gostei bastante do resultado: puro equilíbrio. O que me encantou mais foi que ele consegue ser romântico e intenso ao mesmo tempo, amo vinho assim.




O outro que me chamou atenção foi o Icon d' Azamor 2004. Um vinho de guarda, equilibrado, complexo, muito saboroso mesmo. Um corte na medida certa de Syrah, Alicante Boushet e Touriga Nacional. 




A outra vinícola é a Quinta da Raza, da região do "Vinho Verde" uma empresa familiar que já está na quinta geração, passando sempre de pai para filhos, não apenas o negócio, mas também o amor pelo vinho.
Eles elaboram vinhos frescos e com boa acidez, perfeitos para climas quentes. Seguem os dois que mais gostei:




O Dom Diogo Arinto 2012, um varietal aromático e equilibrado, saboroso e cativante. Sua acidez é na medida certa para o que o vinho se propõe.




O outro, também varietal, foi o Dom Diogo Alvarinho 2012. Um vinho jovem, com ótima acidez. Aromático ao extremo. Este vinho é super gastronômico e combina perfeitamente com aqueles pratos de comerciais de televisão no verão.

Enfim, vou ficar aqui torcendo para alguém se "antenar" e trazer estes vinhos para que nós brasileiros tenhamos a oportunidade de colocá-los para protagonizar alguns momentos com nosso clima tropical.
Santé!

O prazer de comprar vinhos! (by Papo de Vinho)

Quando a gente realmente gosta de alguma coisa, viver em contato com ela nos deixa muito feliz.
Sabes aquelas pessoas loucas por carros que só de passar na Rua Colômbia (em São Paulo) já se realizam um pouquinho, ou os fanáticos por fotografia que sonham alto ao passar na Rua Conselheiro Crispiniano (Também em São Paulo)? Pois é, eu sou exemplo para ambos os casos, e claro, principalmente para o foco que vou abordar agora.




Onde tu costumas compra vinhos? Eu sei que pela correria do dia-a-dia a gente acaba comprando no supermercado mesmo quando vai fazer as compras da semana. Tudo bem, mas preciso dizer, comprar em uma loja especializada tem seu valor. Além das inúmeras opções de vinhos com qualidade, ainda podemos aprender e trocar uma idéia com a pessoa que nos atender. Isso é muito bacana, pois eu sou daquelas que adoro trocar uma ideia com alguém antes de comprar qualquer coisa.




Sou apaixonada pela sensação de poder viajar pelo mundo analisando cada rótulo. Agora se não frequentas essas lojas por imaginar que são bem mais caras que os supermercados, esquece, estás equivocado. 




Nesses locais especializados podes encontrar vinhos com um ótimo custo x benefício, e mais ainda, preços iguais aos do mercado com a vantagem de ter a pessoa que o selecionou para estar ali ao teu lado e poder trocar uma ideia com ela antes de adquirir o produto.
E não sinta-se envergonhado em chegar num lugar desses e falar abertamente que procurar um vinho de até "x" Reias, pois o vendedor está acostumado e será capaz de te mostrar as melhores opções no valor que queres gastar. Acredite!




Claro que também compro pela internet, é ótimo para não deixar a adega vazia quando estamos sem tempo, mas passear numa loja de vinhos tem seu valor e pode ser um programa agradável.

Em São Paulo sugiro:
- Specialitá bebidas (Campo Belo)
- Bacco's (Higienópolis)
- Casa do Porto (Jardins)
- Kylix (Higienópolis)

No Rio de Janeiro:
- Serrado Vinhos (Tijuca)
- Cavist 

Em Porto Alegre:
- Banca 38
- Vinho & Arte Casa



No Resto do Brasil eu não sei, mas se informe e experimente o prazer de passear no meio de tantos vinhos bons!
Santé!

* Fotos feitas na Kylix e na Bodega Franca.

A alegria italiana nos vinhos brancos.

Sabe o que eu mais gosto na Itália? A alegria do povo. Aquela coisa de receber bem, com bastante fartura e principalmente aquela gritaria de quem tem muito pra contar. Não dá pra não se contagiar com essa energia.




Essa semana fui no "Grandi Marchi - Instituto del Vino Italiano di Qualità" e experimentei vários rótulos interessantes. Sempre que vamos nessas feiras precisamos de um foco, isso porque é muita coisa e não podemos experimentar tudo, por isso foquei em ver o que a Itália poderia me apresentar de diferente.
Vamos aos vinhos:




O LaPietra 2008 é um Chardonnay encorpado, perfeito para esse friozinho leve que o inverno proporciona para a maior parte do Brasil. Um vinho que eu definiria como aconchegante! Adorei!




O Carpenè Malvolti - 188 Brut Prosecco Superiore DOCG é um espumante bem gostoso. Com todas aquelas características que se espera encontrar numa taça de perlage. Fresco, com boa acidez e muitos aromas envolventes. 




O outro branco é o La Fuga Contessa Entellina DOP 2011 - Donnafugata - um Chardonnay fresco e aromático, com notas de banana e melão. Na boca é frutado e não decepciona. Gostei bastante!

Onde já se viu ir numa feira de vinhos italianos e não escolher nenhum tinto?! Isso é porque estou numa fase de desmistificação, acho um tremendo absurdo as pessoas acharem que vinho branco é para o verão. Vinho branco é para todos os momentos alegres que temos vontade de tomá-lo e PONTO.
Mas teve um tinto que me chamou bastante atenção, e não posso deixar de citá-lo, pois estava bem equilibrado e macio do jeito que eu gosto.




O Barolo Ornato 2007 é um vinho com aromas de frutas maduras, estruturado, intenso, mas sem perder a elegância. 

A feira estava ótima, vinhos, comidinhas e muita gente conhecida para aquele "networking" básico. Gosto das feiras organizadas pela CH2A porque tenho certeza que vou encontrar a minha panela. 
Neste, foi uma oportunidade de estar com os meus amigos, Natália Pieta e Vitor Fernandes! Adorei a companhia de vocês.
Santé!

Uma seleção digna da camiseta canarinho.

Acho que falar em Copa do Mundo é inevitável nos dias de hoje, mas na boa, se é o caso de protestar o povo está atrasado, pois deveria ter o feito na época da candidatura do Brasil à país sede. Agora não adianta mais, o jeito é aproveitar para ajudar a nossa economia e infraestrutura a crescerem. 
Conheci os vinhos da Copa, vinhos licenciados pela Fifa. O que isso significa?! Não sei ainda, só saberemos depois que o campeonato acabar. Espero que signifique um pouco de desmistificação com relação à esta bebida que tanto gosto.




Conversei com a enóloga, Monica Rossetti, e com o Juliano Carraro sobre os vinhos e vamos logo ao que interessa: a linha Faces, da vinícola Lídio Carraro, que foi elaborada pensando no paladar brasileiro.




O branco é feito a partir de 3 uvas: Moscatel, Chardonnay e Risling Itálica, todas com 1/3 de participação. Preciso dizer, a Moscatel toma conta do vinho, é muito aromática e se sobressai na taça. Eu o definiria como um vinho refrescante, alegre e tropical, exatamente como o povo brasileiro.




O tinto já foi pensado com mais cuidado, uma seleção de 11 uvas como um time de futebol. A escalação foi a seguinte: Merlot e Cabernet Sauvignon no ataque, no meio de campo, Teroldego, Touriga Nacional, Tempranillo e Pinot Noir; na zaga, Tannat, Nebbiolo, Alicante e Ancellotta e no gol a Malbec.
O ataque é responsável pelo sabor, o meio de campo pelos aromas, a zaga pela estrutura e o goleiro pelo retrogosto e isso tudo resulta num vinho capaz de agradar gregos e troianos, um time digno de usar a nossa camiseta canarinho. 
Mas nada disso adianta, se não aproveitarmos para mostrar ao povo brasileiro que, seja na taça de cristal, de vidro ou de plástico o vinho pode sim ser o protagonista de qualquer festa, sofisticada ou popular.




Há uns dias, conversei com o gerente da Wines of South Africa, Matome Mbatha, país que recebeu a última copa, lá o consumo de vinho aumentou 30% após as ações vinculadas à esta paixão mundial. Basta saber se o Brasil vai desenvolver não apenas o transporte e estádios, mas também o consumo de produtos nacionais. Está na hora de parar de achar que o que vem de fora é melhor.
Vamos torcer para uma segurança melhor, para a honestidade, para os produtos nacionais e principalmente para a saúde do brasileiro melhorar e que um dia possamos ter o mesmo orgulho que temos da nossa seleção para todas as coisas vinculadas ao nosso Brasil.
Santé!

Vinho e comida, um "pas-de-deux" perfeito.

O que é mais gostoso do que tomar um bom vinho? Tomá-lo acompanhado de uma bela comida, afinal este é um dos casais mais perfeitos da terra.
Eu já havia degustado alguns dos rótulos que vou falar hoje, inclusive já postei aqui no Château, se não lestes, segue o post para dares uma olhada: "Aprendendo com quem mais sabe."




No entando, hoje vou falar da sensação de degustá-los acompanhados de pratos especiais. Semana passada fui convidada para um jantar na sede da vinícola argentina Nieto Senetiner, aqui em São Paulo. 




A casa é uma graça, super aconchegante e a recepção feita pelas gurias da "Rodrigues Freire" estava impecável, parecíamos todos amigos de longa data. E para nos contar mais sobre os vinhos, o sommelier da Nieto aqui no Brasil, Maurício Marcondes.




Na recepção degustamos o espumante Cadus Brut Nature, feito com Pinot Noir e Malbec. Perlage encantador, com um sabor incrível. O vinho base passa por de 3 a 6 meses em barrica e após engarrafado segue, no método champenoise, por cerca de 18 meses - de acordo com as safras, o enólogo decide qual o tempo necessário para garantir a qualidade do produto. Mas o que me encantou mesmo foi a tonalidade "salmão" da bebida que lembra um pouco os rosés.







Eu achei perfeito com os diversos canapés servidos. Os meus preferidos foram de presunto parma e salmão.




Após, começou o banquete. Primeiro um prato de Fraldinha (Vazio) ao forno com ervas e legumes grelhados. Para acompanhá-lo, a Maurício serviu o Cadus - Blend of Vineyards Malbec.




O segredo mais legal deste vinho é que apesar de ser 100% Malbec, é feito a partir de uvas colhidas em 3 terroirs diferentes, o que o torna um blend de Malbec, capaz de preservar a qualidade entre as safras de acordo com a "alquimia" do enólogo. O vinho possui aromas de frutas negras e especiarias, além de um sabor equilibrado e taninos macios.




Após tivemos a oportunidade de harmonizar o Cadus Grand Vin com uma polenta cremosa com ragu de cordeiro. Estava simplesmente um espetáculo. O vinho possui notas florais e após 24 meses em barrica se mostra com aroma predominante de ameixa e um toque de baunilha. Na boca o vinho demonstra muita personalidade. 








Mas não acabou por ai, eu já não estava com fome, mas não tinha como não provar o Filé com shitake e shimeji, que foi servido harmonizado com o Cadus- Vineyards Malbec. Um vinho com bastante ameixa e flor, encorpado e extremamente elegante. 




Depois, o Maurício nos fez uma grata surpresa, nos deu o prazer de degustar o Cadus Malbec 2000. Um vinho incrível, com taninos perfeitos, equilibrado, surpreendente. Ainda restam 11 garrafas desta maravilha, pois a 12ª a gente já tomou. A pena de restarem tão poucas garrafas é que o vinho ainda se apresenta com características de guarda e poderia durar mais uns bons anos.




Para encerrar uma sobremesa de merengues e morangos. Delícia.
Santé!

Jane Prado tem uma dica de restaurante com bons vinhos vendidos em taça, em São Paulo. - by Papo de Vinho

Quando saímos de coração aberto as chances de conhecermos lugares legais aumentam, pois o nosso alto astral consegue chamar coisas boas para o nosso dia a dia.



Semana passada conheci um restaurante em Pinheiros. 
De fácil acesso, ambiente aconchegante, atendimento educado, comida gostosa e principalmente uma carta de vinhos interessante.



Sempre fico de olho no fato de servirem ou não vinhos em taça e, principalmente, se o restaurante se preocupa com a qualidade dos mesmos! 
Isso porque a maioria dos meus amigos gosta mesmo é de tomar cerveja e fico triste quando vejo vinhos legais em garrafa e apenas os basicões em taças. 



Fala sério, bebo vinho sozinha, mas gosto de beber bem.
No Donostia, na rua Simão Alvares, 484, são diversas opções bem justas para serem degustadas em doses individuais.



Para acompanhar pedi um peixe branco com salada verde e arroz de ervas. Estava bem saboroso.





E para encerrar um café diferente, passado na mesa mesmo de forma bem intimista.
ADOREI!
Santé!