Chianti: um pedacinho delicioso da Itália!

Quando eu escuto falar na Itália, penso direto na Ferrari, não tem como não lembrar, afinal sou apaixonada por este "cavalinho".


Outra coisa que me lembra muito este país são os Bailes de Máscaras, acho incrivelmente glamouroso participar de um evento desses.


Mas quando falamos nos vinhos italianos o que me vem a mente são os Chiantis Clássicos. Não poderia ser diferente, afinal é um vinho com fama mundial, um dos símbolos italianos.

No inicio, a base era Sangiovese e as demais uvas podiam ser outras variedades também italianas. Depois de muitos anos, abriu-se a produção para cortes com uvas internacionais (máximo 15%), sendo que apenas as uvas Sangiovese (mínimo 80%), Canaiolo, Colorino, Cabernet Sauvignon e Merlot podem ser usadas na produção do Chianti Clássico.


Na boca, em geral, se apresenta harmônico, levemente tânico e com uma acidez marcante. Possui aroma frutado com notas florais. Quando jovem é fresco, agradável ao paladar e vermelho rubi. Já quando com algum amadurecimento mostra-se com tons granada, corpo de médio para encorpado e aromas intensos com notas de especiarias. Em geral, são vinhos gastronômicos.
No caso do Peppoli, estava com bastante aroma de fruta vermelha, com um toque de café. Na boca, encorpado, mas macio, um verdadeiro carinho!


Em 1932 foi criado a "Denominazione di Origine Controllata" a DOCG que é identificada através do selo "Gallo Nero", um galinho negro no gargalo das garrafas. 
Diz a lenda, que na época medieval, Firenze e Siena lutavam pelo limite de seus territórios e entre eles estava a região de Chianti. Para resolver isto, combinaram que ao nascer do sol, quando o galo cantasse, sairia um cavalheiro de cada cidade e que onde eles se encontrassem seria a nova marca dos territórios. O galo preto fiorentino, ficou sem comer no dia anterior e por isso cantou mais cedo naquela manhã. O cavalheiro saiu com vantagem na sua missão e a região de Chianti passou a pertencer a Firenze. Viva o "Gallo Nero", que hoje é símbolo de qualidade e ajuda os consumidores na escolha de belos vinhos.
Santé!

Pinot Noir às cegas: ADORO

Degustações às cegas são sempre um aprendizado. Experiências como esta nos mostram que não existe verdade absoluta, no mundo do vinho, mas sim uma infinidade de verdades. Qual a certa? Todas e nenhuma. Nada melhor que uma degustação dessas revelar o nosso verdadeiro gosto, sem influência externa.



Participei de uma degustação às cegas de Pinots: 5 vinhos, 5 países e apenas 1 uva, 1 resultado surpreendente.



O primeiro lugar foi o californiano De Loach, um vinho simplesmente incrível, intenso, com aromas de frutas maduras e um toque de couro, taninos elegantes com muito morango na boca.



Mas o que eu mais gostei de verdade foi o argentino Luigi Bosca, um vinho elegante, contagiante e alegre. Frescor na medida certa, com um corpo médio, graças a madeira. Perfeito para a minha felicidade!



Tudo isso aconteceu no Armazém do Barão, um empório aconchegante e cativante. Lá a gente encontra uma grande variedade de produtos de qualidade e bom gosto. Tudo acompanhado por profissionais qualificados nas áreas de vinhos, cervejas, destilados e produtos alimentícios.
Um lugar onde a falta de ideia não impede ninguém de organizar um jantar diferente e especial.
Vale a pena conhecer!
Santé!

No mundo do vinho a "litragem" também ensina.

Eu adoro fazer posts temáticos, seja por vinícola, país, uva... acho que quando temos um foco específico acabamos aprendendo mais.
Se eu fosse ganhar um vinho e só pudesse escolher o país, com certeza escolheria Portugal, as chances de errar são bem menores, visto que eu adoro vinhos portugueses. Mas verdade seja dita, isso parece arriscado se pensarmos na quantidade de uvas que o nosso "descobridor" possui em suas terras.
Pois bem, parei para degustar os vinhos da vinícola Paço do Conde, todos trazidos pela Porto Mediterrâneo para o Brasil.

Albernoas R$35,20 - Paço do Conde: R$52,20
O Herdade das Albernoas Branco - 2012 é um vinho fresco, redondinho, fácil de tomar. Sua acidez é marcante, pois é um corte de Antão Vaz e Arinto, ou seja, vinho com Arinto pode ter certeza que a acidez estará presente.
Já o Herdade Paço do Conde Branco - 2012 é um vinho mais maduro. A gente encontra aromas de pêssego e um pouco mais de álcool, mas as uvas são exatamente as mesmas, Antão Vaz e Arinto, o que prova que existem fatores que influenciam na elaboração de um vinho. Na boca, equilíbrio e frescor na medida certa.


Albernoas: R$35,20
O Herdade das Albernoas Tinto - 2011 é um vinho jovem, cor Rubi, bem frutado, daqueles que dá vontade de ficar de papo com um amigo até acabar a garrafa, isso se não tiver mais uma, pois o preço é bem convidativo para não deixar buracos vazios da adega. O corte de Aragonês, Castelão e Trincadeira ficou sensacional, resultando num vinho leve e equilibrado.


Colheita Selecionada R$104,80
O Herdade Paço do Conde Colheita Selecionada - 2010 está super gostoso. Macio, intenso e elegante, com aromas de frutas negras e um toque leve de flor. Este vinho mistura uvas portuguesas com uvas internacionais, é um corte de Touriga Nacional e Syrah que passa 6 meses barrica de carvalho francês. Perfeito!

Chega ao Brasil no segundo semestre.

O Herndade Paço do Conde Winemakers Selection 2011 é um vinho bem especial. Com aromas intensos, taninos e acidez equilibrados ele se mostra elegante e macio, gostei bastante, mas vamos aguardar para ver em que faixa de preço ele chega aqui, com certeza já dá para imaginar que é um vinho para momentos especiais.

Enfim, essas experiências nos mostram a quantidade de estilos de vinhos que podemos encontrar numa mesma vinícola. Parar para pensar no que estamos degustando é o ponto primordial para aprender mais sobre este universo tão encantador. 
DICA 
Não esqueça: de vez em quando é bom beber com amigos sem pensar... Faz bem para a alma.
Santé!

Sigo fã da África do Sul

Ano passado eu falei que fui no evento da "Wines of South Africa". Infelizmente eu ainda não conheci este país, que parece ser tão encantador, mas este ano fui novamente provar as delícias de lá.




Passei pela feira procurando uma sequência de vinhos, que mostrassem a diversidade do país, para um jantar especial. Vamos aos escolhidos:




 O Blanc de Noir Boschendal seria perfeito para uma entrada de torradinhas com patês. O povo que vêm ao "Château de Jane" sabe: adoro fazer torradinhas de entrada.
Enfim, o vinho tem aromas de morango e cereja preta, é fresco e equilibrado, com uma acidez super no ponto. 



O Winemaster`s Reserve Shiraz 2012 é o vinho que eu escolhi para o prato principal. Eu amo carne moída (guisadinho - para os gaúchos), e por isso o prato que faria seriam hamburguers super temperados com arroz vermelho. O Vinho é super encorpado, mas com taninos macios e muita elegância, aromas de frutas maduras e muitas especiarias, super perfeito.



Para acompanhar a sobremesa, uma sopa de morango com água de rosas, o Nederburg Noble Late Harvest, um vinho doce de colheita tardia, que apesar da doçura apresenta uma acidez equilibrada que o torna agradável. Aromas de damasco, frutas caramelizadas com um toque de baunilha. Perfeito para finalizar uma noite especial.
Santé!

Vinho de Supermercado - n°3

Tu lembras de quando eras criança e "um mês" era muito tempo? Pois é, isso não te pertence mais, agora o tempo voa e hoje já é a primeira quarta-feira do mês de novo.
Como dia 17 do mês passado foi o dia do Malbec, resolvemos que a coluna deste mês seria sobre essa uva tão perfumada.


O Tribu Malbec 2012, da Trivento, é um argentino bem redondo. Sua acidez é bem marcada e seus aromas são de frutas vermelhas com um toque verde. Não senti muito as flores clássicas dos Malbecs, mas ele é um vinho ótimo. Principalmente quando se pensa no custo x benefício, o vinho custa R$29,00, no Pão de Açúcar, mas também pode ser encontrado em outros supermercados, fique de olho neste rótulo, assim poderá visualizá-lo melhor o dia que cruzar com ele em uma gôndola.
Esta coluna é uma ideia em parceria com a Evelyn, do Taças e Rolhas, para mostrar que é possível achar vinhos bons por menos de R$30,00 nos supermercados do Brasil.
Veja a opinião da Evelyn, sobre este vinho e depois nos conte a sua.
Santé!

A professora "França"!

A verdade é que o Brasil está crescendo muito na produção de vinhos bacanas, faz uns anos que a gente tem produzido muita coisa de qualidade. Acho que o desenvolvimento, tanto na infraestrutura, quanto nas escolas de enologia do país ajudaram o mercado nacional.
Estamos no inicio de um caminho muito longo, mas podemos buscar nos países do velho mundo exemplos e ensinamentos para evoluir cada vez mais.
O mês passado foi bastante agitado para o mundo dos vinhos, tivemos vários eventos e degustamos várias coisas bem bacanas. Pois bem, na Expovinis fui em dois produtores franceses que só precisam mesmo manter a qualidade para continuar uma longa história de sucesso.
De todos vinhos que tomei selecionei dois de cada um para não ficar um texto muito longo.



O Menetou-Salon, Les Criottes, um vinho fresco e alegre, mas sem perder a seriedade. Ele apresenta um pouco de frutas cítricas, flores e notas de temperos que o tornam um vinho incrível daqueles para transformar nossa vida em uma série de momentos muito felizes. 



O Les Boires Chinon, também é um vinho fantástico, alegre, mas este já é bem mais complexo. Cabernet Franc com estilo de Cabernet Franc. Eu sou fã desta uva, que consegue suavidade e complexidade no mesmo mesmo. Este, em especial, tem bastante fruta madura e um toque de especiarias. Sensacional. 



O Château La Croix Bellevue 2009 é um vinho com taninos elegantes e muito equilíbrio. Notas de cassis, café e chocolate são o seu diferencial. Super definidos conseguem nos remeter a memórias olfativas de prazer, pois só nos remete a coisas boas. Um vinho muito intenso, que pode ser guardado por um tempo na adega, pois, apesar de 2009, ainda tem uns anos de guarda.



O Clos Dubreuil 2011 é um corte de Merlot e Cabernet Franc com notas de chocolate e frutas negras. Em boca, se apresenta macio e suculento, apesar de estar muito novo e, por isso, deixar transparecer um pouco do álcool é um vinho que com certeza irá permanecer na adega bastante tempo antes do seu auge.

Enfim, infelizmente esses vinhos ainda não estão no Brasil, mas quem sabe um importador esperto não os descobre e traz para que os brasileiros tenham mais essa delícia para seus momentos de felicidade.
Santé!

O charme da Riesling

O tema da Confraria Brasileira de Enoblogs do mês de maio foi escolhido pela minha amiga Evelyn, do Taças e Rolhas. Se acertar este tema fosse como acertar na loteria, eu estaria rica. Lógico que ela escolheu Riesling como tema. A rainha das uvas brancas é também a rainha das uvas no coração da minha amiga.




Enfim, muitas vezes eu acabo não postando o tema escolhido por não conseguir degustar algo que se encaixe com o que foi sugerido, mas este mês consegui me enquadrar e aqui vamos nós. 
A Riesling é a uva ícone da Alemanha, ela possui uma grande diversidade alcoólica e por isso podemos encontrar vinhos leves, com 8% de álcool, e uns mais intensos, com até 13% de álcool. Isso é sensacional, pois podemos escolher o que queremos tomar de acordo com o cardápio, ou de acordo com o clima do momento.
Até mesma a doçura da Riesling é versátil, podemos encontrar vinhos secos e vinhos de sobremesas, feitos através da colheita tardia das uvas.
De um modo geral ela é super aromática, com notas de maçã, pera, pêssego e limão. Na boca, a predominância são as frutas brancas e com boa acidez. Isso sem falar na persistência do mineral e do salgado do retrogosto.



Bom, experimentei três Rieslings da mesma região e pude sentir a influência do solo no resultado final do vinho.
Os nomes são bem o que o vinho apresenta mesmo, o Elegante mostra toda sua elegância no sabor, claro sem fugir do que se espera num Riesling. O Mineral é o mais salgadinho de todos até mesmo com um toque de petróleo bem específico. Por último, o que eu mais gostei, um vinho com um grande equilibrio em boca, refrescante, com seu lado mineral equilibrado. Enfim, incrível! 
Bom, meu forte não são os Rieslings, mas estou começando a ter uma grande admiração por estes vinhos tão fascinantes. 
Santé!