Altos Las Hormigas Malbec La Danza

Eu já conhecia a vinícola Altos Las Hormigas de outros carnavais, sempre gostei de seus vinhos e os usava como opção para alguns momentos especiais. 

Participei de uma degustação online com o Déco Rossi, embaixador da vinícola aqui no Brasil. Claro que a apresentação foi incrível, porque o Déco é autoridade nos assuntos Argentina, Malbec e Altos Las Hormigas, ou seja, o que não faltou foi conteúdo. Mas o que mais me chamou atenção, foi a história da vinícola e a preocupação deles com o coletivo, com o sustentável. Além disso, eles se preocupam em fazer vinhos distintos, com personalidade. Para isso, dão bastante atenção para o solo, o clima, a topografia e a biodiversidade. Afinal, é entendendo o Terroir que o homem consegue produzir os melhores vinhos.

Delozanne Blanc de Blanc

Dizem que agora, no outono, começa a temporada de vinhos tintos, mas pra mim não. Não existe temporada de nada, cada dia é um e cada dia a gente pode escolher na adega o que tiver vontade de tomar. Simples assim, pra que ficar seguindo convenções ou as tendências. O importante é ser feliz. 

Por isso, este fim de semana eu abri um belo espumante, até porque espumante combina com toda e qualquer ocasião, então é sempre uma boa pedida. 

Pêra-Manca 2018

Sabe aquele vinho clássico que é muito mais do que o valor da garrafa? Aqueles que trazem consigo um valor histórico?

Pois bem, diz a lenda que o vinho Pêra-Manca, da adega Cartuxa, foi o vinho que veio na esquadra de Pedro Álvares Cabral para o Brasil, em 1500. Claro que o vinho em questão era tinto, mas quando bebemos um Pêra-Manca Branco, conseguimos ter o mesmo resgate histórico, por um preço - ainda alto, mas inferior ao do irmão feito com uvas tintas.

Participei de 4 eventos em que tive a oportunidade de degustar esses rótulos ícones, sendo que em um deles provei o Pêra-Manca Tinto, para quem quiser ler, fica o link das publicações. 

- Os vinhos alentejanos estão me conquistando cada vez mais!


- Uma aula com Rui Falcão!


- Uma pequena viagem ao Alentejo.


- Mais uma da série ponte aérea com Portugal.

Mas esta foi a primeira vez que degustei o vinho entre amigos e - quem costuma ir a evento de vinho, vai me entender - é completamente diferente. 

Vinhos Cave Messias - Representando Portugal com classe.

A vida está voltando ao eixo certo, aquele em que a gente saía de casa para encontrar pessoas e viver.

Tenho me policiado para dizer "sim" a alguns compromissos, pois a preguiça - que a pandemia deixou - reina por aqui. Parece que a gente desacostumou e agora ficar em casa vendo Netflix, com uma taça de vinho, é o habitual. Mas depois de tudo que passamos, a falta que sentimos de ver e conversar com pessoas, nos dá a certeza de que precisamos dizer "sim", nos encher de energia e sair de casa.

Paulo Marques, Júnior, Cristiana, Jane

A Reila - da Anagrama - me convidou para um jantar bem especial. Aceitei, motivada a conhecer vinhos novos e conversar com Paulo Marques - Diretor de exportação da Cava Messias - e com o pessoal da Casa Flora - importadora que traz os vinhos para o Brasil. Mas o jantar foi muito mais que isso, foi uma retomada de VIDA.


Os vinhos eram da Cave Messias, de Portugal, uma vinícola tradicional do país que produz vinhos em 4 regiões: Douro, Bairrada, Dão e Vinho Verde.


Os vinhos da noite foram:

Quinta do Valdoeiro Chardonnay 2018. Um vinho da região da Bairrada, que apresentou aromas de frutas brancas e amarelas. Na boca, é untuoso, com boa acidez e um frescor que ajuda o vinho a descer redondo. Além disso, apresenta uma mineralidade e harmonizou muito bem com as entradinhas da noite. 

O segundo vinho - o meu preferido da noite - foi o Quinta do Penedo Tinto 2016. Da região do Dão, um vinho que passou 12 meses por madeira, sendo que em sua maioria barrica usada, o que isso significa? Significa que o vinho ficou perfeito. Isso porque eu adoro vinhos onde a madeira só participa do processo para arredondar e bebida e não para aportar aromas e sabores muito presentes. O vinho apresentou aromas de frutas vermelhas e um toque floral. Na boca é puro equilíbrio. Taninos macios e afinados com uma acidez ainda presente. Um vinho que harmoniza com a vida, simples assim.

O último vinho da noite, foi o Quinta do Cachão Touriga Nacional. Um vinho da região do Douro, bem mais concentrado, uma explosão de aromas. Intenso, com notas de frutas maduras. Na boca é um vinho equilibrado, com tanino bem presente, mas ainda assim macio e uma boa acidez. Um vinho que "abre o apetite" e harmonizou muito bem com o prato de filé Mignon da noite. 

O jantar - no Restaurante Viccolo Nostro - foi agradabilíssimo e realmente me fez acreditar que vale a pena deixar o Netflix de lado de vez enquando.

Santé!

Minha nova Confraria: Assemblage

Não sei algum dia já comentei com vocês que quando morava em Porto Alegre eu tinha uma confraria que se chamava "Terça das mulheres". Era muito legal! A gente funcionava assim, toda terça íamos para a minha casa. Eu e 4 amigas. Cada uma tinha que trazer uma amiga que a gente não conhecesse (pelo menos nas primeiras reuniões, depois começamos a repetir amigas), e o mais legal é que várias "amigas de amigas" são amigas até hoje.

Agora, eu e a Adriana - uma nova amiga que o vinho me deu - resolvemos criar uma confraria de várias gurias que estavam entrando no mundo do vinho. Justamente por isso, resolvemos chamá-la de "Confraria Assemblage", porque somos todas diferentes e, de certa forma, nos completamos.


Degustação às Cegas de Tempranillo

Faz tempo que não apareço por aqui, mas é porque a vida anda um tanto esquisita com tudo isso que vivemos nesses últimos 2 anos, né!? Como ter vontade de escrever? A verdade é que a máxima do quanto mais tempo a gente tem livre, menos coisa a gente faz é super verdade. 

Agora, finalmente os eventos estão voltando e, com isso, eu voltando a trabalhar com foto. VIVA! Ao mesmo tempo que estou cheia de coisas pra resolver me deu uma vontade absurda de escrever sobre uma degustação que participei semana passada. (vamos e venhamos, uma coisa está ligada a outra, antes sem ter nada pra fazer, também não tinha muito o que escrever.)

Domaine La Garelle Merlot Syrah 2019

Um amigo, amante de cerveja, me perguntou: "todo vinho rosé é doce?" A minha resposta foi de imediato: NÃO!

Assim como os brancos e tintos, os rosés podem ser secos ou doces, dependo da uva utilizada e de como o enólogo produzirá o vinho. 

Os vinhos rosés são feitos ou de uvas tintas, ou de cortes entre uvas brancas e tintas. A sua cor vai depender do objetivo do enólogo, de acordo com o tempo que ele deixar o vinho em contato com as cascas das uvas tintas. 

Eu, particularmente, amo vinho rosé, se for Provence - ou "tipo Provence" - mais ainda! Quando falo "tipo Provence" estou me referindo as características visuais de cor de "Cebola". Um salmão bem clarinho, lindo d+!