Uma vinícola especial

Na primeira quinzena de agosto aconteceu o "Wines of Chile", uma feira bem legal, que já contei como foi aqui no Château, se você não leu, leia aqui: FICOU MAIS FACIL ENTENDER OS VINHOS CHILENOS.

Emily Falconer
Hoje eu queria falar sobre algo que me chamou atenção naquela ocasião. Tive o prazer de participar da Masterclass e saltou aos meus olhos que numa mesa com 12 pessoas, havia apenas 1 mulher. Por coincidência eu gostei bastante do vinho dela, por isso resolvi escrever um post dedicado à esta vinícola.




A Maquis é uma vinícola com mais de 85 anos de história e vinhos incríveis.
Eu selecionei 3 para este post.




O primeiro, claro, o que me chamou atenção na Masterclass, o Maquis Lien 2009 é um corte feito com Carmenèré, Syrah, Cabernet Franc, Petit Verdot e Malbec. Depois de cerca de 13 meses em barricas francesas ele está prontinho para fazer a gente feliz. Um vinho intenso e delicado, daqueles que costumo dizer que é a minha cara. 




O outro que gostei muito foi o Maquis Franco 2010, é um varietal 100% Cabernet Franc. Delicioso, a elegância em forma de vinho, com uma persistência agradável e sedutora.




Por último o Maquis Rosé Malbec 2012, um rosé 100% Malbec, um vinho com aroma frutado e um frescor que promete ganhar o paladar brasileiro. Apesar de ser leve e com boa acidez ele tem um volume de boca surpreendente. 

Enfim, eu gostei bastante dos vinhos da Maquis e vou aguardar ansiosamente que algum importador traga estas delícias para o Brasil.
Santé!

Bordeaux ao alcance de todos.

A França é o país mais difícil de se estudar no mundo dos vinhos. São "N" denominações, terroirs, solos e tudo mais. Difícil é, mas não me canso de tentar aprender um pouquinho mais sobre esses vinhos.



Semana passada estive no "Bordeaux ao alcance de todos", organizado pela L'Ecole du Vin, no Senac.



A palestra foi ministrada pelo especialista, Homero Sodré, aliás faço um parenteses aqui, o cara entende muito e, além disso, tem o dom de ensinar, pois sua didática me pareceu perfeita.



Provamos 7 vinhos de denominações diferentes para tentar entender Bordeaux um pouco melhor. Separei três que me chamaram bastante atenção.



O Les Granges des Domaines Rothschild da AOC Haut Médoc 2009, importando pela Zahil, é um vinho 60% Merlot e 40% Cabernet Sauvignon, com bastante fruta vermelha, uma boca envolvente, equilibrado, com uma acidez perfeita.



O Château Castera da AOC Médoc 2007, importando pela World Wine, é um vinho com a boca macia, um tanino intenso e equilibrado. A gente percebe uma complexidade maior no aroma, eu senti couro... aquele cheiro mais animal, que há pouco tempo comecei a conseguir identificar. Um vinho de Bordeaux para aqueles momentos únicos de comemoração.



Para terminar, separei o Château Petit Véndrines, um Sauternes 2007, clássico e saboroso. Este vinho também é importado pela World Wine. Um vinho de sobremesa incrível, bem alegre, com bastante maracujá e um toque de "farmácia", como disse minha amiga Evelyn... O que mais me chamou atenção neste vinho, foi que, apesar de ser bem doce, achei um vinho leve, com apenas 13,5% de álcool... daqueles que dá pra tomar um golinho a mais.


De tudo que foi dito, a curiosidade que mais achei interessante é que os vinhos de Bordeaux não podem receber irrigação, tem que ser tudo natural. Enfim, acho que é assim mesmo, devagar eu vou aprendendo e um dia, quem sabe, poderei dizer que "entendo UM POUCO de Bordeaux.
Santé! 

Jardim Botânico, seja em Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro ou São Paulo... (By Papo de Vinho)

Esse fim de semana ninguém em São Paulo pode reclamar do tempo, pois, tanto sábado quanto domingo, o sol brilhou e esquentou os corações, depois de uma semana fria e nos brindou com muita energia.


Eu escolhi passar o domingo no Jardim Botânico de São Paulo. Eu nunca havia ido lá, mas certo que vou voltar. Foi incrível a sensação de paz que aquela natureza toda me deu. Aliás, até cochilei na sobra de uma árvore.


O que isso tudo tem haver com vinho?? Fácil, o sono não veio só do sol, veio desta bebida deliciosa que, dependendo do contexto no qual é consumida, relaxa o corpo e liberta a mente dos pensamentos rotineiros.
Tomamos um tinto super gostoso, estava na temperatura certa, pois levamos uma bolsa térmica com gelo para garantir que não nos arrependeríamos de carregar a tralha toda.


Enfim, isso só prova que para fazer de um domingo um dia especial, basta deixar a preguiça de lado.
Pegue sua canga, ou uma toalha e se jogue...
Santé!

Vinhos brasileiros para comemorar nossa independência.

Amanhã é 7 de setembro, dia da Independência do Brasil. Um dia importante para todos nós brasileiros, pois deu origem ao que somos hoje. Com defeitos e qualidades este país é o nosso lar e essa tropicalidade toda faz de nós um povo alegre e guerreiro.
Para comemorar este dia resolvi escrever sobre uns vinhos a cara do Brasil.




Experimentei alguns vinhos da linha Virtus, da Vinícola Basso, de Farroupilha no RS. Achei os vinhos bem alegres, tropicais e, principalmente, baratos. Características perfeitas para o paladar de um povo que esta aprendendo a gostar de vinho e que luta diariamente para viver melhor.

O Virtus Moscato é um vinho leve, muito aromático, o que no caso desta uva é quase como falar "subir para cima", redundante. Um sabor delicado e refrescante, ideal para tomar na praia ou na piscina, agora que falta pouco para o inverno acabar.



O Virtus Merlot, se mostrou um vinho bem frutado, com corpo leve e uma acidez bem refrescante. Eu o definiria como um vinho para tomar curtindo um solzinho no jardim agora na primavera. Foi o que eu mais gostei, apesar de ser Merlot. Ah! Quando for se energizar no sol, não esqueça de passar o protetor solar.



Por último, abrimos o Vitrus Cabernet Sauvignon, um vinho com um pouco mais de corpo, mas igualmente fácil. Aromas de frutas vermelhas e uma acidez excelente. Eu o tomaria jogando "general" num domingo de chuva. 



Uma linha despretensiosa, para momentos comuns do nosso dia-a-dia. Vinhos leves e descontraídos que custam R$17,25 -no site da vinícola- e que podem substituir facilmente um copo de cerveja.
O legal foi misturar pessoas que gostam de vinho com cervejeiros natos... o bom foi que ninguém ia dirigir depois.
Ah! E parece um mapinha do Brasil no rótulo, não?! 
Aproveitem o feriado!
Santé! 

Os vinhos alentejanos estão me conquistando cada vez mais!

Se eu fosse à Portugal, certamente o Alentejo seria meu destino.
Ontem, pude conhecer um pouco sobre este pedaço de terra que produz vinhos incríveis. Modernidade misturada com tradição, fazem a diversidade das vinícolas de lá. 




Engraçado ir num evento de Portugal justo na semana da Pátria, isso poderia render assunto, mas prefiro apenas agradecer por Pedro Álvares Cabral ter se aventurado por essas "bandas de cá". Aliás, você sabia qual o vinho que ele trouxe consigo nesta viagem?? O Pera Manca, um vinho, do Alentejo, clássico e famoso para aqueles que curtem história e vinho.




Mas vamos deixar a história um pouco de lado e falar sobre o evento. Pude participar de duas masterclasses, ministradas pelo Rui Falcão, um português que fala muito bem e é sempre um grande aprendizado poder ouvi-lo. Aliás, minha primeira masterclass foi com ele ano passado.




Na primeira foram 8 vinhos e selecionei 3 para falar um pouco mais:




Primeiro o que eu mais gostei: o Herdade de São Miguel Reserva Tinto 2009 é um corte de Aragonês, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon. Seus aromas convidativos te empurram para o primeiro gole, que é uma surpresa de equilíbrio. Frutado, redondo, daqueles sabores que a gente não esquece. O vinho é importado pela Cantu e pode ser uma boa opção para deixar na adega para um dia especial.




O outro vinho que gostei muito foi o Herdade do Peso Colheita Tinto 2011, um corte de Aragonês, Alicante Bouschet e Alfrocheiro. A melhor definição para este vinho foi usada pelo próprio Rui: "um vinho com tudo no lugar certo". Concordei, pois os taninos são macios e equilibrados, daqueles que costumo dizer que é um carinho na boca. Este vinho é trazido para o Brasil pela Zahil.




O Pera Manca branco que degustamos estava incrível, um corte de Arinto e Antão Vaz. Deixei por último para não ser muito óbvio. Um vinho, importado pela Adega Alentejana, com uma boa acidez, é encorpado sem ser agressivo e tem um final longo. Adoro esse tipo de vinho, pois, além de ter presença,, é branco e combina com minha fase, dourada, de vida. 




Na segunda masterclass degustamos 7 vinhos de cortes. 




Separei apenas o ".com", um vinho com um custo x benefício bem interessante. Aromático e saboroso ele surpreende pelo volume e equilíbrio. Um assemblage de Aragonês, Trincadeira, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, trazido também pela Adega Alentejana, daqueles que vale a pena ter mais de uma garrafa na adega para surpreender os amigos sem gastar muito.

Foi muito legal aprender um pouquinho sobre esse pedaço tão interessante de Portugal. Com certeza, continua sendo um dos primeiros destinos na minha listinha de prioridades.
Santé!

Zahil, vinhos para todos os bolsos e momentos!

Semana passada fui num evento que, além de incrível, estava simpático. Dezenas de rótulos especiais da América do Sul brilharam no evento da importadora Zahil.





Conheci vinhos da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil, produtos muito bons, alguns com custo x benefício bem especial, outros que exigem um pouco mais de investimento, mas que são importantes para protagonizar momentos especiais na nossa vida.
Separei 2 rótulos por menos de R$ 55,00 e dois vinhos acima de R$55,00.



Começo pelo chileno Summit Sauvignon Blanc 2011, R$ 54,50. Um vinho saboroso com bastante verde no sabor e aquele aroma clássico de "Nova Zelândia" que a uva Sauvignon Blanc me remete. Adoro.



Callia Chardonnay 2012, R$ 29,50. Um vinho argentino que vale muito pelo preço e pelo sabor, daqueles que a gente "tem" que ter na adega para abrir sem dó, naqueles dias que estamos sozinhos ou de galera, tanto faz!


Já os acima de R$55,00 são um pouco mais estruturados, o Rota 324, R$ 84,00 é um vinho intenso, encorpado, com sabor ideal para aquele jantarzinho a dois. Eu estava louca para prová-lo e super curti e, só pra constar, é um vinho brasileiríssimo.



Por último, selecionei o Antologia XXVIII 2009, R$ 230,00. Um argentino que desprende um investimento maior e por isso é para aqueles momentos mais importantes de comemoração e festa. Um corte feito com uvas incríveis que não tinha como não dar certo, Malbec, Petit Verdot e Syrah. Tânico, equilibrado e muito saboroso.
Enfim, parabéns a Zahil pelo evento, estava show de bola.
Santé!

Uma pitada de praia para quem mora em São Paulo (By Papo de Vinho)

As vezes a distância separa as pessoas, outras este não é o problema, apenas a vida toma caminhos diferentes.
Eu andava com saudade de duas amigas, foi então que finalmente conseguimos marcar um jantar que as 3 pudessem ir.



O local tinha que ser especial, escolhemos o Le Manjue Organique. Um bistrozinho super agradável, com cara de praia e descontração.
Chegamos e já fomos recepcionadas com um creme de cenoura com gengibre. Um delícia, e já quebrou aquele desespero inicial de quem está acostumada a jantar mais cedo.
Logico que levei mais tempo analisando a carta de vinhos que propriamente escolhendo meu prato. Eles possuem vinhos dos principais países, garrafas de 750 ml são realmente o que mais sai num lugar como esse, mas eles também possuem algumas opções de meia garrafa e taças.



A comida é toda orgânica e estava uma delícia.
De entrada pedimos as "Cestinhas de Frango Thai". Estava realmente surpreendente, e claro se era Thai tinha mesmo que estar bem picante. Adorei.



Eu pedi a "Salada Angra dos Reis", com camarões de respeito e cubos de abacaxi para dar o sabor tropical a que o nome nos remete. Fiquei feliz com a minha escolha.



As gurias pediram o "Jambalaya de Camarão", uma espécie de risoto com camarões que segundo elas estava incrível. Eu super acreditei, pois se a gente pode comer com os olhos eu também experimentei.



O Le Manjue também possui um espaço escola, no qual o Chef Renato Caleffi ensina um pouco desta arte tão incrível que é a gastronomia.






Famoso por seu ganache sem açúcar ou glutten, o Le Manjur possui uma "mercearia" que atrai pessoas com tendências naturalistas ou até mesmo aqueles que buscam opções saborosas e saudáveis.
Vale a pena conhecer, ainda mais se fores com pessoas especiais como eu fui.
Aproveito para agradecer as gurias pela noite agradável que tivemos.
Santé!