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Um homem só fica solteiro em Porto Alegre, se quiser!

Todo mundo sabe que mulher é o que mais tem em Porto Alegre, e mulheres bonitas, sobretudo. Vivi por muito tempo com essa concorrência e sei do que estou falando.
Uma coisa é certa, na capital gaúcha, um homem só fica solteiro, se quiser.


Mês passado estive lá revendo uns amigos, claro que aproveitei para conhecer as novidades da cidade. 
Enfim, fui na Champanharia Amêndoa, que além de ter um ambiente legal, espumantes incríveis e boa comida... tinha mulher que não acaba mais. 


Fiquei surpresa de não ver ninguém do sexo oposto. Acho, de verdade, que os homens estão perdendo tempo. Porque se, por preconceito, as pessoas acham que espumante é uma bebida feminina, essa seria a maior razão para o lugar estar cheio de homens.
Havia mulheres de todos os tipos, jovens, maduras - como diz a música... casada, carente, solteira, feliz - todas lá, reunidas, degustando o que a vida tem de bom, uma taça de perlage. 


Ta bom, ela pode até não ser a mulher da tua vida, mas como vais saber se não a conheceres.
E, para aqueles que não tomam espumante, não tem desculpa, tem umas cervejas bem especiais por lá!
Segue o endereço da felicidade para os corações masculinos abandonados... e se quiseres mais informações sobre o lugar, da uma lida no meu post no Papo de Vinho.
Viva o amor!
Santé!

Um lugar para os gaúchos aprenderem sobre vinho!

Como é difícil falar de uma coisa que nos envolve além da razão. Quando envolve amigos, coração e sentimento parece que tudo fica mais difícil. 
Este mês inaugurou, em Porto Alegre, a Vinho & Arte Casa. Um espaço idealizado há anos pela enóloga e grande amiga, Maria Amélia Duarte Flores. Vou tentar usar mais a razão para escrever este post, assim ficará o mais imparcial possível, visto que sou fã desta mulher!




Não pude ir na inauguração, mas foi por pouco. Cheguei no dia seguinte à capital gaúcha e, lógico, passei por lá para conferir de perto o resultado de um sonho. 
Eu não vivi o mundo do vinho enquanto morava em Porto Alegre, mas na minha idéia a cidade precisava, e ainda precisa, de espaços que incentivem o consumo responsável. 
Sair para beber com os amigos é uma prática que aproxima as pessoas, se o ditado diz "não confies em quem não bebe", é assim, com taças na mão, que descobrimos grande amizades. Isso porquê, ao beber, o ser humano tende a ser mais sincero e fiel aos seus valores. 




A Vinho & Arte Casa, é um espaço destinado à reunião de confrarias, aulas de culinária, degustações orientadas, além de ser uma loja, com mais de 200 rótulos, no horário comercial.
A enóloga se preocupou em colocar uma enomatic no espaço, e assim, dar a oportunidade das pessoas degustarem, em doses, rótulos interessantes que talvez não consumíssemos se fossem disponibilizado apenas em garrafas.




Além disso, a casa oferece um ambiente super agradável que, tenho certeza, proporcionará ótimos momentos aos gaúchos. 
Os cursos são realizados em pequenas turmas, com temas variados, o que proporciona um aprendizado continuo para pessoas interessadas. 




O mais curioso de tudo, a casa fica na mesma quadra do meu apartamento de Porto Alegre, imagina se eu ainda morasse lá, acho que pediria um emprego para a Maria e assim passaria o meu dia envolta de coisas bonitas. 
Então, aproveite que em Porto Alegre o táxi é barato, ou melhor, mais barato que em São Paulo e mergulhe neste mundo aromático e saboroso.
Parabéns amiga, a casa ficou linda!
Santé!

Restaurante, Pub e Balada... Obaaa!

As minhas idas à capital gaúcha estão cada vez mais parecidas com visitas médicas. Chego quase na hora de ir embora, mas sempre dou um jeitinho de ver minhas amigas e conhecer algum lugar especial.
Nesta minha última viagem ao Rio Grande do Sul, fui no Rambla, um restaurante espanhol voltado para público jovem e descontraído, pois além de ser uma espécie de Pub, o lugar vira balada de verdade, depois de um certo horário.



Eu adorei a minha noite, não chegamos a jantar, pois não havia fome o suficiente, mas comemos uns Pintxos bem saborosos.



Depois fomos conhecer a adega do local. Bem interessante, rótulos legais, com destaques para alguns chilenos e argentinos. Isso, definitivamente, deve ter relação com os preços dos produtos para o consumidor. Eu já estou nesse meio há um ano, mas continuo sem entender a lógica desses impostos doidos do Brasil. Haviam alguns produtores nacionais e poucos espanhóis o que eu estranhei bastante, mas ao mesmo tempo isso se explica pela cultura do sul de consumir produtos dos países vizinhos.



Depois de conhecer a "casinha" dos vinhos, chegou a hora de ir para a balada, aproveitar a noite e dançar. A banda que estava tocando naquela noite, tocou muito mais que músicas, tocou um repertório que foi um resgate para mim. Histórias do meu passado e momentos divertido voltaram à tona a escutar as letras de bandas gaúchas que há anos não ouvia.
Sensacional! Gente bonita, música boa, ambiente agradável, astral altíssimo, um vinho - claro e a melhor companhia que poderia ter naquela noite.



Depois disso fui para a rodoviária para encarar mais 5 horas de viagem até a minha cidade natal, Rio Grande, para o aniversário da  minha mãe e para o casamento de uma irmã que a vida me deu. 
Resumo: a melhor Páscoa dos últimos tempos!
Santé!

A 1ª Champanharia do Brasil

Depois de anos, voltei à champanharia Ovelha Negra em Porto Alegre, o lugar continua muito bem frequentado, pessoas bonitas e felizes ao redor de taças de espumante.




Desde 2003 a Ovelha Negra é um "point" para amantes do perlage, como eu. Foi a primeira champanharia do Brasil e serviu de inspiração para várias do gênero, inclusive uma filial da própria casa no Rio de Janeiro, e pelo que ouvi dizer o lugar é cheio de glamour e bastante sofisticado, quem sabe não arrumo uma desculpa para dar um pulo lá em breve?!




Para animar minha noite chamei duas grandes amigas e para brindar esse encontro escolhemos o espumante brut rosé da casa. O espumante é super refrescante e foi perfeito para a noite quente que fez em "Forno Alegre" - apelido local para à capital gaúcha.





A casa oferece algumas opções de espumantes em taças, o que possibilita provar vários rótulos sem ter que adquirir a garrafa toda, mas, se estiver acompanhado, vá direto ao ponto que vale mais a pena!




Gente, só não esqueçam: Táxi ou motorista da rodada, não da pra dar chance ao azar!

Santé!

Banca 38: Oásis do Vinho


Um calor inacreditável, Porto Alegre estava impossível, algo parecido com o inferno... Eu, com a minha humana capacidade de memória curta, havia esquecido que era tão “sem ar” o verão na capital gaúcha, enfim... eu estava lá e precisava fazer o que tinha me programado, então fui comer uma salada de frutas no Mercado Público, comprar uma alpargata para repor a minha que estava velha, além de fazer uma pequena visita a saudosa “Banca 38”.


Para quem não é de Porto Alegre, a “Banca 38” é a tradicional banca do Mercado que vende vinhos e especiarias. Vinhos excelentes, importados e nacionais. Na verdade, desde que me enfiei neste mundo do vinho, escuto dizer que os melhores rótulos nacionais só são encontrados na “tal Banca”, pois bem é verdade. Lá estavam, rótulos brasileiros, daqueles que a gente fica com água na boca só de olhar.


Mas preciso dizer, o que mais me impressionou foram os preços dos vinhos importados. Na hora, me bateu uma vontade absurda de voltar a morar na capital gaúcha, mesmo com aquele calor todo. Sim, rótulos especiais com preços especiais, perfeito! Não sei se é porque moro em São Paulo, onde tudo é tão caro, e até mesmo um cafezinho se diferencia do resto do Brasil em valor.


Se eu encontrasse um “gênio” e tivesse direito a três pedidos, certamente um deles seria uma “Banca 38” em São Paulo. Os outros dois? Ah! Os outros dois eu não conto, segredo de estado.


Santé!

E se o mundo não acabar?

É, o ano novo está chegando, e se o mundo não acabar, o que é o mais provável, melhor você ter planejado a noite do dia 31 de dezembro, para assim poder entrar 2013 com o pé direito.
Hoje, apesar de ainda faltar mais de um mês, vou dar umas dicas para você preparar as bebidas da festa.




1°) Vamos começar pelo cálculo da espumante, pois Reveillon sem perlage não é Reveillon.

Se a bebida for só para o brinde, conte oito taças para cada garrafa, ou oito pessoas - como queira.
Agora, se você for seguir com o glamour a noite inteira, calcule uma garrafa para cada dois convidados. 




2°) Se você for servir vinho durante a noite, continue com o cálculo do espumante para o brinde e coloque mais uma garrafa de vinho para cada três convidados, no caso de jantar, e uma garrafa de vinho para cada dois convidados, no caso de coquetel. 






3°) Se seus convidados bebem cerveja, calcule uma garrafa de 600ml para cada convidado, mantendo o cálculo do brinde, pois, volto a dizer, Reveillon precisa de perlage.
4°) Se você for fazer coquetéis, calcule 750ml por convidado e, para ser mais criativo, você pode fazer uma mesa com vários ingredientes, assim cada convidado pode ser "bartender" e criar seu drink. 
Deixe papel e caneta ao lado, caso alguém queira anotar a receita para repetir a mistura no resto da noite.




5°) Não esqueça da água para hidratar, calcule 500ml por convidado.





Não deixe tudo para última hora, planeje seu Reveillon... segue links para você providenciar as bebidas derivadas da uva!


Serrado Vinhos
Degusta Rio (Aqui você também encontra cervejas especiais!)
Chez France 

Santé!

Família, inovação e qualidade


Dentre os lugares que visitei no Vale dos Vinhedos, um me chamou atenção por apresentar as três características do título deste post.
A Vinícola Don Laurindo é uma empresa familiar e ao visitá-la percebe-se que não é apenas um trabalho que deu certo e a família continua a investir, é uma paixão que passa de pai para filho.
www.donlaurindo.com.br

Conversei com o Moisés Brandelli, que contou um pouco da história da família. Laurindo, seu avô, começou o plantio de uvas viníferas, mas foi seu pai Ademir quem começou a produção de vinhos.
Ademir é enólogo e começou a experiência de produzir a bebida que deu tão certo que a vinícola se tornou referência em qualidade e sabor. Inovou com a produção do primeiro Tannat brasileiro. Tive o prazer de degustar um da safra 2008, vinho com aromas de frutas vermelhas, com sabor macio e persistente. (Esse vinho é vendido em várias cidades brasileiras, você pode descobrir um local para comprá-lo através do email laurindo@donlaurindo.com.br ).
Outros vinhos da Vinícola Don Laurindo também se destacam, como é o caso do Merlot, que possui Denominação de Origem do Vale dos vinhedos, se salienta por ser intenso, evoluído e equilibrado. Vale a pena experimentar.
O Sete di Vino recomenda um belo churrasco para harmonizar com o Tannat da Don Laurindo. Não precisa sair de casa para desfrutar deste cardápio não, faça o clássico churrasco gaúcho, e se não tiver churrasqueira está valendo aquele espetinho de São Paulo mesmo, ou uma bela picanha no forno, mas não esqueça que tem que temperar a carne apenas com SAL GROSSO, assim preserva-se o sabor!

Santé!

Dia do Vinho (via Sete di Vino - 06/06)

Sim, neste domingo o Rio Grande do Sul e Santa catarina estiveram em festa. Porquê? É no primeiro domingo do mês de junho que os dois estados comemoram o dia do vinho.
No RS, desde 2003, existe uma lei estadual, idealizada pelo Sr. Leocir Zambiase, que define a data. Foi Leocir quem viu a importância do vinho para o estado, que hoje produz cerca de 90% do vinho nacional e possui mais de 750 vinícolas.



Há 9 anos, para festejar a data, Porto Alegre conta com a feira do vinho, realizada na beira do rio Guaíba, que proporciona à 25 vinícolas a oportunidade de divulgarem seus produtos mais comerciais para a população gaúcha.


A feira do Vinho é responsabilidade do governo do estado, realizada pela Phoenix e tem como patrocinador o supermercado Nacional, da rede Wallmart.

Este ano entre outros homenageados a enóloga e colunista, Maria Amélia Duarte Flores, profissional do mundo do vinho que com conhecimento e dedicação nos apresenta as delícias deste bebida.

Mudando a cultura no Rio Grande do Sul (via Sete di Vino 27/07)

Que o gaúcho é um povo tradicionalista e de raízes todo mundo sabe, mas apesar de achar linda esta cultura, acredito que existem mudanças que são para o bem.
Na minha rápida visita a capital do Rio Grande do Sul, tive o prazer de conhecer o Vinum, um wine bar que tem como maior objetivo mostrar aos jovens do sul que é possível ter uma noite TRI LEGAL, regada a um bom vinho.
IMPORTANTE: sem gastar muito, pois você consome com preço de prateleira.


Além de noitadas em um ambiente agradabilíssimo, o Vinum também é restaurante e oferece almoços com pratos diferenciados... bonitos e saborosos.
Como se isso tudo não bastasse o bar também oferece ambientes reservados para confraternizações ou reuniões de negócios. 
O Vinum faz parte do projeto "Point Porto Alegre" e conta com atrativos especiais.


Cabe lembrar que o Wine Bar ainda conta com duas enomatics, uma regulada para vinhos brancos e outra para vinhos tintos, assim agrada toda a gauchada e turistas.

Vinum: Rua Marques do herval, 52 - Moinho de Vento - Porto Alegre - 51-3395-4597

Santé!

Turismo no Vale (via Sete di Vino 12/07)

Estive na capital gaúcha e preparei uma série de posts a respeito a respeito de vinhos brasileiros e turismo na Serra do Rio Grande do Sul para o Sete di Vino. Para começar o tópico mais importante o turismo do vinho como um todo.
O Vale dos Vinhedos conta com mais de 30 associados e o setor de vitivinícola representa em torno de 13% de participação no mercado nacional. Eu poderia escrever um livro sobre tudo isso, mas como a proposta não é falar da teoria e sim do dia a dia do turista, vamos lá.



Chegamos a Serra e nos deparamos com o horário de almoço. Eu sei que por morar em São Paulo acabei entrando num ritmo que não condiz com fechar um estabelecimento ao meio dia. eu até entendo que a cultura do local preserve esse tipo de atitude, mas vocês hão e concordar comigo que qualquer turista que acordou às 9h30 para não perder o super café da manhã que os hotéis servem até às 10h não está com fome ao meio dia. Às 17h o dia está apenas na metade para pessoas que estão passeando e fizeram uma refeição caprichada nos incríveis restaurantes da região. Conclusão minha: não seria melhor rever os horários. De abertura, encerramento, almoço... tudo?? Não estou falando em trabalho escravo, visto que a maioria das vinícolas acabam por ter apenas familiares na empresa, mas para que trabalhar de segunda a segunda, sendo que o turismo está focado no final de semana. Bom senso... não dá para pegar uma verdade que há anos se mantém e tê-la como absoluta ainda nos dias de hoje.


Agora preciso falar bem de todo o resto, é muito bom ser recebida com educação e dedicação. E não só a mim que gosto deste universo, mas percebi a paciência que as pessoas tinham em explicar aos turistas muito mais do que o vinho é feito e suas características, explicam a história de suas famílias que vêem na uva e no vinho não apenas uma fonte de renda, mas também toda paixão necessária no processo para que o produto final chegue ao consumidor perfeito.






Além dos incríveis vinhos que tive o prazer de degustar, a paisagem da Serra Gaúcha é inesquecível. Foi gratificante poder rever essas belezas naturais e sentir o cheiro do inverno numa tarde de domingo ensolarada que São Pedro providenciou para nosso passeio.

Sobre as vinícolas... aguarde!