Curtindo os encantos do Rio de Janeiro

Em função do Encontro de Vinhos do Rio de Janeiro, não consegui escrever o post de hoje!
Domingo detalhes da feira... Por enquanto segue os vencedores do Top 5!!


Foto de celular!

Torrontés e não Malbec!

Definitivamente a Argentina é um país encantador. Quem nunca foi a Buenos Aires e engordou uns quilos por lá, não sabe o que está perdendo.
Para mim, passear em Buenos Aires é dar uma volta na Europa da América do Sul. Acho que a arquitetura e a riqueza de história que encontramos na capital argentina é tamanha que nos remete a lugares historicamente mais antigos que o nosso continente.




Quando se fala em futebol, sem comparações, a gente lembra o Maradona, quando se fala em comida, carne e quando se fala em vinho, Malbec. Pois bem, sou super conservadora e por vezes deixo de experimentar coisas novas para não ter perigo de errar, no entanto tem coisas que é burrice não enxergar.




Um exemplo disso é que a uva Malbec pode ser a mais famosa da Argentina, mas existem vinhos incríveis dela por todo mundo. Já a uva branca Torrontés é de origem do país "hermano" e é de lá que sai os melhores vinhos desta casta.
Uma uva que gera bebidas extremamente aromáticas. As flores são identificadas desde o primeiro nariz (sentir o aroma assim que o vinho é servido na taça). Esses aromas nos remetem à vinhos mais adocicados, mas no caso da Torrontés a surpresa causada pela acidez é gratificante. Vinhos frescos com sabor de frutas e leve toque de mel.




Eu fiz um jantar para uns amigos e abrimos um San Pedro de Yacochuya - Torrontés.  Como foi após a comilança acabou sobrando bastante para o dia seguinte. Foi então que pude analisá-lo com calma. Foi uma agradável surpresa, o vinho estava mais aromático do que podia me lembrar. Decidi então que aquele momento seria especial. Peguei um livro legal para ler, iluminei a casa de forma que ficasse agradável para ler e pronto: literatura + vinho + ficar de bobeira em casa = tudo de bom!
Santé!

Calorias + Amigos = Energia Positiva

Quarta-feira foi uma noite divertida no Château. Convidei meus amigos do vinho para mais uma reunião de pura caloria. Sim, porque sempre que a gente se reúne é para comer e beber em abundância. 
Como não tenho infraestrutura para receber 10 pessoas tive que fazer uma série de petiscos e comidinhas para "beliscar".
Pensei em coisas de fácil harmonização, pois nessas ocasiões cada um traz um vinho, que acaba sendo surpresa, e para ficar perfeito só procurando um menu o mais abrangente possível.

 

Fiz torta de brócolis, muffin de tomate seco com queijo, bruschetta de queijo brie, maionese e geléia de pimenta, além de molhos de gorgonzola, alcaparras e atum para comer com torradinhas. 
Tudo ficou okay, atrevo-me a dizer até que estava bem okay, pois acabou tudo. Pior que esqueci de fazer fotos. 
Realmente, as comidinhas harmonizaram bem com os vinhos que os convidados trouxeram.




O vinho destaque da noite, com certeza, foi o que a nossa amiga, Nati Pieta, trouxe da França. Vinho sem importador sempre tem um sabor a mais.
O Chablis que ela escolheu foi o Premier Cru da Cotê de Léchet. Um vinho com forte aroma de frutas brancas, refrescante e bem equilibrado na boca. Foi realmente um presente que recebemos. 




O Château de Jane teve muito prazer em receber a turma do Château D'Quem, piadinha interna de uma panela que já deu certo. Quase amigos de infância (infância minha, viu?! - hahahahaha).
Santé!

Amadurecendo no mundo do vinho!

Eu sempre falo que minha uva preferida, no momento, é a Pinot Noir, mas eu gosto de muitas outras castas.
Hoje resolvi escrever sobre um vinho que eu considero muito bom, é um vinho para pessoas que podem investir um pouco mais para garantir boas experiências. 
O T.H. Riesling é frutado, fresco, com aromas intensos de frutas brancas e flores. Um vinho encorpado perfeito para este calor insuportável que está fazendo em São Paulo e na maior parte do Brasil. Acho, inclusive, que foi esta temperatura que me despertou para escrever sobre esta joia.



A uva Riesling não é o forte no Chile e seu cultivo está apenas começando, mas depois de degustar esse produto posso afirmar que, sem dúvida, os chilenos estão no caminho certo, com um futuro promissor. Uma das maiores características desta casta é a elevada acidez e personalidade marcante. Seus varietais tendem a se comportar muito bem no carvalho, resultando em ótimos vinhos.


Os países de origem da Riesling são conhecidos como os 3 "As": Alsácia, Alemanha e Áustria. Se você achar algum exemplar desses países, pode comprar tranquilo, pois é quase impossível não estarem bons.
Ah! Ao contrário da maioria dos brancos, os vinhos feitos a partir da uva Riesling têm potencial de envelhecimento. 
Eu não era fã até começar a ouvir uma amiga, apaixonada por Riesling, falar sobre seus encantos... vivendo e aprendendo!
Santé!

Um Shiraz especial

Todo mundo que me conhece sabe da minha paixão pela Oceania... Passei pouco tempo por lá, mas com certeza foi a viagem mais importante da minha vida.
Eu não conheço a Austrália, mas como a mãe da Alex (minha host mother) era australiana e uma fofa, apaixonada por vinhos, foi como regra na minha estada na Nova Zelândia aproveitar os brancos neozelandenses e os tintos do país vizinho. 
Eu não tomei o Yellow Tail enquanto estive lá, mas foi o primeiro australiano que tomei ao voltar para o Brasil. 




Minha opinião objetiva sobre o vinho: o melhor Shiraz custo benefício. É um vinho fácil de beber, com taninos redondos, frutas intensas e um aroma encantador.
Tenho uma amiga que está começando a beber vinhos e um dos que ela mais gosta atualmente é o do "Canguru". Esse é um dos motivos pelo qual o Yellow Tail é um vinho surpreendente, ele tem a leveza para quem está começando e o equilibrio para aqueles que já consomem a bebida a mais tempo e que não podem investir muito de sua renda em vinhos.




No Brasil ele é importado pela Abflug e comercializado em várias redes de supermercados. Se passares pelo "canguru amarelo" numa prateleira, arrisque, leve-o para casa, você não vai se arrepender!
Santé!

Vinhos do Brasil no Carnaval: NOTA 10

Esperei uma semana para passar um pouco da decepção, agora acho que está na hora de falar do resultado do carnaval, não dá pra fingir que não teve um final, depois de tantos posts sobre o assunto.
O Vai-Vai ficou em 7º lugar no carnaval 2013 de São Paulo. Justo? Na minha opinião, nem um pouco. Claro que eu não sou imparcial e estou envolvida com a escola, mas 7º lugar não, né?! Ficou claro que essa derrota não foi na Avenida, nem precisa entender de carnaval basta ter assistido aos desfiles.





A Energia do Vai-Vai na avenida foi única, isso sem falar na riqueza de detalhes e na beleza das alegorias e fantasias.








Mas melhor eu não me ater nisso para não me comprometer, vamos focar nos Vinhos do Brasil.

Enredo: Nota 10
Samba: Nota 10
Democratização do vinho: Nota 10
Animação dos convidados: Nota 10







Eu acompanhei esta história desde a assinatura do contrato entre Ibravin e Vai- Vai, vi cada pessoa da comunidade que experimentou e começou a consumir e admirar os vinhos nacionais.
Os produtos em Tetra Pak não foram comercializados, mas essa é outra questão delicada que prefiro não entrar em detalhes, mas preciso dizer: acho que enquanto uma cervejaria não comprar uma vinícola o regulamento não irá mudar.




O camarote do Ibravin foi um sucesso. Definitivamente o vinho harmoniza perfeitamente com tudo.




Samba com espumante então, foi puro glamour. Até uma simples grade passa a ter charme, quando se torna estacionamento de taças!




Dentre os produtos oferecidos no camarote os destaques foram os Moscatéis, acho que o calor favoreceu a escolha, mas o meu preferido foi o Terra Nova Brut Rosé, que harmonizou perfeitamente com o clima de alegria e festa do sambódromo.




Agora o mais intrigante, foi perceber que só os homens envolvidos no mundo do vinho escolheram o Rosé, será preconceito?



É acho que o primeiro passo para desmistificar o vinho já foi dado, mas ainda temos um longo caminho pela frente. 
Parabéns ao Ibravin pelos projetos, que possibilitam que mais pessoas conheçam os encantos destes derivados da uva tão saborosos.

Santé!

Programação leve pós carnaval

Depois de uma semana de carnaval e folia, é preciso descansar. Por isso recebi uns amigos em casa para uma noite de bate papo e diversão "light".
Fora toda fofoca, rolou 4 partidas acirradíssimas de "General", um jogo de dados que os gaúchos adoram, e claro, vários brindes à amizade.




Dentre tudo que bebemos, cabe lembrar que todos dormiram no Château - ninguém dirigiu - o que eu mais gostei foi o Sauvignon Blanc da Luiz Argenta. O vinho é aromático, frutado, bem equilibrado... perfeito para relaxar depois de tanto agito.




Isso sem falar na garrafa que é simplesmente linda! Lógico que ela vai virar abajur, sim as gêmeas irão ficar lindas e iluminarão a minha sala.




Foi tudo perfeito, até porque na companhia de quem amamos é impossível ser diferente.
Depois posto uma foto de como ficou o abajur.

Santé!